SP deve ter novo pico de internações por Covid-19 em 10 dias, afirma secretário de Saúde

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SÃO PAULO — Em dez dias, a taxa de ocupação de UTIs na cidade de São Paulo pode voltar ao patamar de abril, no auge da segunda onda da pandemia de Covid-19. A previsão foi feita nesta segunda-feira pelo secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido. Segundo a pasta, a ocupação de leitos de UTI Covid está em torno de 80% na capital paulista. Em abril, esse índice passou de 90%.

— Nossa equipe de planejamento imagina que por volta do dia 17 nós podemos ter uma taxa de ocupação semelhante àquela que foi no pico da segunda onda no mês de abril. Portanto, é um momento de preocupação da volta da circulação das pessoas como se já não estivéssemos mais em pandemia na nossa cidade —, disse Aparecido, em entrevista ao Bom Dia SP, da TV Globo.

Um agravante em relação a abril, de acordo com Aparecido, é que o índice de ocupação de UTI usadas para todas as outras doenças também está muito alto, em torno de 98%. Isso dificulta a estratégia de direcionar para o tratamento de pacientes infectados com coronavírus leitos reservados para outras ações. Até 20 de junho, a prefeitura pretende abrir mais 250 leitos, segundo o secretário.

— Mas isso tudo vai se tornando insuficiente se nós não conseguirmos fazer uma transição nesse momento que nós estamos vivendo para o processo de vacinação, de imunização de toda a população. Nós teremos sem dúvida nenhuma situações muito difíceis na rede, no sistema de hospitais da nossa cidade — afirmou Aparecido. — Tanto as taxas de ocupação dos leitos Covid como não-Covid, todas elas (estão) muito altas.

Apesar da promessa feita pelo governador João Doria (PSDB), de que todos os adultos do estado estarão vacinados até o fim de outubro, Aparecido prefere trabalhar com um cenário em que todos estarão imunizados no fim do ano.

— Seguramente, só em dezembro nós teríamos algo muito avançado, ou seja, um processo de universalização de tomada da vacina — disse.

Nesta segunda-feira, a Prefeitura de São Paulo começou a vacinar 19 grávidas e puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias) acima de 18 anos sem comorbidades, além de pessoas com comorbidades ou com deficiência permanente (beneficiários do BPC) e idade entre 18 a 29 anos.