Novos títulos de eleitor: SP e Nordeste são locais com mais aumento

GLóRIA DE DOURADOS, BRAZIL - 2020/11/09: In this photo illustration a man holds a voters License (Título Eleitoral). 
It is a document that proves that the person is able to vote in Brazil elections. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Glória de Dourados/MS, 9.nov.2020 - Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Quase metade dos novos eleitores se cadastraram em seis Estados do país, puxando a estatística do TSE de 2 milhões de novos eleitores entre 16 e 18 anos cadastrados no país. Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Rio Grande do Norte tiveram um crescimento de mais de 70% de novos eleitores, segundo os dados do tribunal. Junto com SP, maior colégio eleitoral do país e maior alta na região Sudeste, eles formam 42% de todos os novos eleitores do país.

São 867.196 jovens de 16 a 18 anos que decidiram tirar o título de eleitor nestes Estados somente entre janeiro e abril deste ano, em meio a intensa campanha do TSE e que contou com o apoio de artistas, jornalistas e influenciadores digitais. É o que revela os dados reunidos pelo TSE nesta quinta-feira (5). O maior aumento ocorreu na Paraíba, onde o número de novos eleitores quase dobrou. De 26 mil para 51 mil novos cadastros foram realizados.

Fora deste 6 Estados, se destaca ainda Roraima, que teve um salto de 74% no registro, mas que por ter a menor população do país, contou com pouco mais de 9.000 novos eleitores.

Somente em abril, último mês para o registro e quando a campanha foi intensificada, foram mais de 450 mil novos eleitores aptos a votas nas eleições de outubro deste ano. Aumentando a diferença entre eleitores mulheres e homens, elas são maioria entre os novos cadastrados, com 18% a mais que eles:

Três meses atrás, a história traçada para as eleições de 2022 seria a do pleito com menor participação dos jovens entre 16 e 18 anos desde o retorno à democracia brasileira. Em fevereiro deste ano, apenas 830 mil jovens tinham tirado seu título de eleitor - o equivalente a 13,6% da atual população brasileira nesta faixa etária. Para jovens de 16 e 17 anos, o voto não é obrigatório.

No entanto, depois de uma mobilização que levou ao engajamento até de dois astros hollywoodianos, Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo, e que irritou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL), a tendência foi revertida em cerca de 90 dias.

Os cartórios eleitorais registraram 1.107.618 novas eleitoras em 2022, contra 935.199 homens. Um dado que pode desfavorecer o presidente Jair Bolsonaro (PP). Nas últimas eleições, o ex-capitão tinha ampla vantagem entre homens de meia idade. O candidato rival em 2018, Fernando Haddad (PT-SP) perdia para Bolsonaro em todas as faixas de idade exceto a de 16 a 24, segundo a última pesquisa antes daquele segundo.

Entre os homens, o presidente possuía à época 10 pontos de vantagem, contra apenas 1% quando computadas apenas as mulheres. Levantamento feito pela Globonews mostra que as mulheres nunca foram tão majoritárias entre os eleitores. Em março, período com dados mais atualizados disponíveis, as mulheres possuíam 78,4 milhões de títulos - 8,5 milhões a mais do que os homens (69,8 milhões).

O presidente do TSE, Ministro Edson Fachin, elogiou na quarta-feira o aumento do eleitorado jovem e o trabalho dos tribunais regionais para que isso ocorresse. Durante a abertura da sessão no TSE, Fachin afirmou: “A juventude brasileira foi convocada a participar das eleições brasileiras em outubro. E a resposta foi impressionante. Bom lembrar que a Justiça Eleitoral sempre realiza campanhas de conscientização e incentivo ao eleitorado como um todo, em especial dos jovens”, disse naquela manhã. “Desta vez, o que vimos foi a sociedade brasileira pela democracia.”

O número de 2 milhões de novos eleitores jovens representa um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2018 e de 57,4% quando comparado aos quatro primeiros meses de 2014 – dois anos eleitorais. Segundo Fachin, esse é o resultado de uma mobilização encabeçada pelo TSE.

Os Estados com pior desempenho nestas eleições em relação a 2018 são Rondônia, Mato Grosso do Sul e Amapá, cadastrando pouco mais de 12% a mais que em 2018, no caso deste último, e 2% no caso do primeiro. Neste mesmo intervalo a população brasileira aumentou 2,3%.

O primeiro turno das eleições 2022 ocorrerá no dia 2 de outubro, e o segundo turno, caso necessário, será realizado no dia 30 de outubro. Em ambos os turnos, a votação ocorre das 8h da manhã até às 17h da tarde. Imediatamente a partir das 17h da tarde já começam a ser apurados e divulgados os resultados para todos os cargos eletivos votados naquele dia.

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