SP: maioria dos moradores de rua da capital são homens; 70% são pretos ou pardos, diz censo

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SP: voluntários entregam marmitas para moradores de rua em São Paulo. REUTERS/Amanda Perobelli
SP: voluntários entregam marmitas para moradores de rua em São Paulo. REUTERS/Amanda Perobelli
  • Segundo os dados da gestão municipal, Mooca e Sé concentram a maioria dos sem-teto;

  • Número de pessoas vivendo nas ruas da cidade cresceu mais de 31% em relação a 2019;

  • Censo foi feito com quase 32 mil pessoas que estão atualmente nas ruas da capital paulista.

Neste domingo (23) foi divulgado pelo Fantástico, da TV Globo, o novo Censo da População de Rua de São Paulo, apontando que o perfil majoritário das quase 32 mil pessoas que estão atualmente nas ruas da capital paulista é de homens com idade economicamente ativa média de 41,7 anos e 70,8% deles são pretos ou pardos.

O número de pessoas vivendo nas ruas da cidade cresceu mais de 31% em relação a 2019, quando o total na rua era de 24,3 mil. O contingente total da população de rua da cidade é maior que a população de 69,6% dos municípios do próprio estado de SP.

Do total da população de rua, 39,2% das pessoas são naturais da própria cidade de São Paulo, 19,86% são de outras cidades do estado de São Paulo e 40,94% são naturais de outros estados do Brasil, como Bahia (8,47%), Minas Gerais (5,44%) e Pernambuco (5,28%).

De acordo com o Instituto Qualitest, que fez o levantamento, os distritos pertencentes à Subprefeitura da Mooca registraram o maior aumento de concentração de pessoas em situação de rua na cidade nos últimos dois anos. Em 2019, havia 1.419 pessoas na região e, agora, há 2.254. Crescimento de 170% em apenas dois anos.

Já na região da Subprefeitura da Sé, o aumento em números absolutos foi de 973 pessoas.

Em dois anos, o crescimento numérico de moradores de rua da cidade foi de 7.540 pessoas, maior que o número total de moradores em situação de rua encontrado no município do Rio de Janeiro em 2020, que era de 7.272 pessoas.

Apesar disso, o relatório final do Censo indica crescimentos bastante significativos da população em situação de rua também em regiões de periferia, como Perus, Vila Maria-Vila Guilherme e Santana-Tucuruvi (Zona Norte); Penha, Itaquera, Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista, Sapopemba, Guaianases e Itaim Paulista (Zona Leste); e Ipiranga, Vila Mariana, Jabaquara e M’Boi Mirim (Zona Sul).

Em todos esses 14 distritos, o crescimento numérico de pessoas vivendo nas ruas foi superior a 100%, segundo a gestão municipal.

Os dados divulgados fazem parte do 1º censo da população de rua realizado na cidade desde o início da pandemia. O último foi feito em 2019 e o próximo estava agendado para 2023, mas foi antecipado para medir as consequências socioeconômicas da crise sanitária.

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