SP mantém máscaras até novembro e derruba distanciamento em cinemas

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SÃO PAULO — A Prefeitura de São Paulo decidiu manter a obrigatoriedade do uso de máscaras contra a Covid na capital pelo menos até meados de novembro. Na semana passada, a gestão municipal tinha cogitado flexibilizar a regra em locais públicos, sob críticas de especialistas e autoridades da área da Saúde.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, porém, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que as medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras, seguem em vigor pelo menos até 10 de novembro, quando será feito um novo estudo sobre o cenário da pandemia na capital paulista.

— Baseado nos estudos recomendados pela Secretaria da Saúde, a cidade de São Paulo não vai fazer a liberação com relação a exigência do uso das máscaras — afirmou o prefeito.

O governo de São Paulo e a prefeitura do Rio também chegaram a anunciar que estudavam a medida, mas ainda não anunciaram nenhuma decisão neste sentido. A possibilidade de flexibilização no uso de máscaras era vista com preocupação por especialistas.

Na semana passada, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou uma nota defendendo a obrigatoriedade. No texto, o órgão citou como a flexibilização levou ao aumento de casos em países que dispensaram as máscaras.

Cai distanciamento em teatros e cinemas

Na coletiva desta quinta, a Prefeitura de São Paulo anunciou ainda a suspensão do distanciamento obrigatório entre cadeiras em salas de teatro e cinemas da capital paulista. Até então, esses estabelecimentos só podiam funcionar mantendo espaçamento mínimo de um metro entre as pessoas. O uso de máscaras continua obrigatório.

— A partir de amanhã está liberado o distanciamento de um metro entre cadeiras em teatros e cinemas, porém continua obrigatório o uso da máscara — afirmou o prefeito Ricardo Nunes.

A orientação é que os estabelecimentos solicitem ao público o comprovante de vacinação, que pode ser obtido pelo aplicativo E-saúde. Ele é obrigatório na cidade para eventos com mais de 500 pessoas.

O distanciamento obrigatório também será suspenso a partir do dia 25 nas escolas. Segundo o prefeito Ricardo Nunes, com isso cairá a necessidade de revezamento de frequência de alunos. Além disso, ele afirmou que a cidade solicitará o envio de doses para reforço de profissionais da Educação.

— Vamos enviar ofício ao Ministério da Saúde solicitando a vacinação dos profissionais de educação com o reforço, assim como fizemos com a Saúde — disse Nunes.

A capital paulista alcançou ontem 86% da população adulta vacinada com as duas doses contra a Covid. Neste sábado (16), será realizado um “dia V” de vacinação para atender, principalmente, as pessoas que estão em atraso com a segunda dose da imunização.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, 530.925 pessoas ainda não retornaram aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.

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