SP planeja vacinação em drive-thru e escolta de 25 mil policiais

O Globo
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Antonio Molina/Zimel Press / Agência O Globo

SÃO PAULO — O governo de São Paulo planeja criar um sistema de drive-thru para aumentar os locais de vacinação contra o novo coronavírus. Em videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira com prefeitos eleitos no estado, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn afirmou que o plano estadual de imunização será diferente das campanhas já realizadas, em razão do impacto da crise sanitária causada pela Covid-19. Em razão disso, afirmou o secretário, os postos de vacinação foram ampliados de 5200 nos 645 municípios para até 10 mil locais, incluindo escolas, quartéis da PM, estações de trem e de ônibus, farmácias e até mesmo sistemas de drive-thru.

— Foram ampliados para mais de 10 mil postos e se utilizarão de várias estratégias, sejam escolas, quartéis, estações e também farmácias e a possibilidade dos esquemas de drive-thru, que as pessoas podem passar, ficar no seu carro, serem seguramente vacinadas sem exposição com outras pessoas — afirmou.

Além disso, Gorinchteyn confirmou que o horário de vacinação será das 7h às 22h durante os dias úteis. Aos sábados, domingo e feriados, o horário será das 7h às 17h.

O secretário indicou também para o prefeito como será a logística de vacinação, que deverá contar com 25 postos de armazenamento, 30 caminhões refrigerados de distribuição diária e a utilização de 25 mil policiais para a escolta e segurança dos locais de vacinação.

Durante a reunião, tanto o governador João Doria, quanto o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, cobraram os prefeitos para que obedeçam as recomendações em relação ao isolamento social em suas cidades.

— Vidas estão nas mãos de cada um de vocês. Vamos priorizar aqui aqueles que seguem o Plano São Paulo nos atendimentos. Aqueles que forem irresponsáveis vão para o fim da fila neste momento — afirmou Vinholi.

O plano do governo estadual é que a vacinação contra a Covid-19 comece no dia 25 de janeiro, caso a Anvisa autorize seu uso. Está prevista para esta semana o pedido de autorização de uso junto ao órgão federal.

No final de 2020, o governo anunciou que a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, é eficaz contra o novo coronavírus. Os dados precisos, entretanto, ainda não foram divulgados pela Sinovac.

O acordo do governo de São Paulo com a China garante 46 milhões de doses, suficientes para vacinar 23 milhões de pessoas. Seis milhões dessas doses vêm da China e outras 40 milhões serão fabricadas pelo Butantan até janeiro de 2021 com insumos importados dos chineses.