SP pretende normalizar aplicação de AstraZeneca só na semana que vem

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A pregnant Brazilian woman, Ligia Menezes, receives a dose of Pfizer/BioNTech coronavirus disease (COVID-19) vaccine in Sao Paulo, Brazil June 7, 2021. REUTERS/Carla Carniel
Quem deveria ter recebido a segunda dose de AstraZeneca na última semana teve a aplicação adiada. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • Segunda dose do imunizante está atrasada na capital

  • Cidade deve receber 340 mil doses na segunda-feira

  • Estado cobrou Ministério da Saúde sobre remessa de um milhão de doses

A cidade de São Paulo deve regularizar a aplicação da vacina AstraZeneca contra a covid-19 apenas na próxima segunda-feira (13), conforme informou o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, nesta quinta-feira (9). Tanto no estado de São Paulo, quanto na capital paulista faltam doses do imunizante para a aplicação de segundas doses.

Segundo o secretário, a cidade deve receber 340 mil doses de AstraZeneca na segunda-feira. Ele foi avisado sobre a remessa pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que fabrica o imunizante no Brasil.

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"Tivemos agora a notícia no final do dia, através do Ministério da Saúde e da Fiocruz, que na segunda-feira, dia 13, será normalizado o envio de cerca de 1 milhão de doses para o estado e 340 mil doses para a capital, quando a gente pretende normalizar a aplicação da AstraZeneca", disse Edson Aparecido em entrevista à CNN Brasil.

O secretário também garantiu que o lote será suficiente para aplicar a segunda dose naqueles que deveriam ter recebido o imunizante nesta semana, mas não conseguiram pela falta de vacina nos pontos de vacinação.

A preocupação é que o problema se repita caso as doses não sejam entregues. Segundo Edson Aparecido, serão necessárias ainda outras 2 milhões e 80 mil doses. "O problema não é pequeno", afirmou.

Por conta disso, o governo do estado de São Paulo cobrou o Ministério da Saúde sobre a falta de doses. O estado alega que faltaram cerca de 1 milhão de vacinas da AstraZeneca, o que causou a falta do imunizante nos postos de saúde de 645 cidades.

A pasta, no entanto, negou e afirmou que as doses foram enviadas e usadas na aplicação da primeira dose, o que iria contra as recomendações do Plano Nacional de Imunização (PNI).]

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