SP reduz carros nas ruas, mas cresce número de passageiros em ônibus e trens

Cleide Carvalho

SÃO PAULO. A mudança no sistema de rodízio reduriu a circulação de carros na cidade de São Paulo nesta segunda-feira. O índice de congestionamento medido pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ficou em 4 km às 8 horas, bem abaixo dos 21 km registrados na segunda-feira passada, no mesmo horário. Em contrapartida, aumentou o número de usuários no transporte público.

Usuários de ônibus, no entanto, reclamaram nas redes sociais de ônibus lotados e atribuíram à mudança no rodízio, que obrigou parte das pessoas que precisam trabalhar a deixar o carro em casa e usar o transporte público. Os usuários temem mais aglomeração em ônibus e trens, aumentando o risco de contrair o coronavírus.

Segundo a Prefeitura, foram usados 489 dos 600 ônibus reservados para aumento de frota de ônibus. Em média, o número de passageiros aumentou cerca de 15% no transporte público. Em entrevista à TV Globo, o secretário estadual de Transportes, Alexandre Braga, disse que o número de passageiros nos trens da CPTM e do Metrô aumentou entre 12% e 15%. A frota de trens foi ampliada em 20%.

Pela manhã, o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Edson Caram, considerou o resultado da mudança no rodízio positivo. Segundo ele, não houve impacto significativo no transporte público e o reforço da frota foi suficiente para atender a demanda.

O rodízio na capital paulista foi alterado a partir desta segunda-feira. Nos dias ímpares, circulam apenas carros com placa final ímpar. Nos dias pares, estão liberados os carros com placas final par. O rodízio vale por 24 horas, inclusive aos sábados e domingo, na cidade toda.

Antes da mudança, o rodízio retirava da rua apenas 20% dos carros. Agora, a meta é retirar 50%. Profissionais de saúde podem ter seus carros liberados se fizerem cadastro na Prefeitura. Táxis e veículos que transportam portadores de necessidades especiais estão liberados.