SP registrou alta de 130% nas mortes por covid de profissionais da educação em 2021, mostra estudo

·2 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - OCTOBER 02: Teachers in an empty classroom conduct an online class at Santa Maria school amidst the coronavirus (COVID - 19) pandemic on October 2, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The school classroom is ready with protection measures and safety distance among tables waiting for students to return. (Photo by Miguel Schincariol/Getty Images)
No estado de São Paulo, professores e profissionais da educação já puderam começar o esquema vacinal (Foto: Miguel Schincariol/Getty Images)
  • Segundo estudo do Instituto Pólis, houve um crescimento de 130% nas mortes de profissionais de educação entre 18 e 60 anos na capital paulista

  • Entre os idosos da categoria, número de mortes registrou quedas

  • Nesta segunda, cidade de São Paulo retoma aulas presenciais. Especialista mostra preocupação

Nesta segunda-feira (2), a cidade de SP retoma as aulas presenciais. No entanto, segundo um estudo feito pelo Instituto Polis, a situação é preocupante para os profissionais da educação: na capital paulista, houve uma alta de 130% nas mortes por covid-19 na categoria entre pessoas de 18 a 60 anos.

Os dados do Instituto Pólis foram revelados pela coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo. A entidade teve acesso aos números por meio da Lei de Acesso à Informação.

Leia também

Desde o início da pandemia de covid-19, 756 profissionais da educação foram vítimas da doença na cidade de São Paulo. Entre elas, 429 aconteceram nos seis primeiros meses de 2021. As mortes neste ano representam 57% do total desde o começo da crise sanitária.

Por outro lado, o número de mortes de profissionais da educação idosos está em queda, segundo o estudo do Instituto Pólis. Ano passado, as pessoas com mais de 60 anos eram 74% das vítimas de covid na categoria e, em 2021, o índice caiu para 53,6%.

No estado de São Paulo, todos os profissionais da educação já puderam dar início ao processo de imunização. Mesmo antes do avanço da vacinação por idades, professores e outros funcionários de escolas puderam se imunizar.

Os alunos, por outro lado, ainda não começaram a ser vacinados. Jovens entre 12 e 17 anos começam a ser vacinadas no estado de SP no dia 18 de agosto, com a vacina da Pfizer. Não há perspectiva para que crianças mais novas sejam imunizadas, mas, o governador João Doria (PSDB) pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial da CoronaVac para crianças a partir dos 4 anos.

À Folha, a coordenadora do Instituto Polis, Danielle Klintowitz, afirmou que vê com preocupação a volta às aulas presenciais. “A flexibilização dos protocolos de segurança sanitária está em ritmo muito acelerado e desproporcional ao andamento da vacinação”, avaliou.

“A volta às aulas presenciais é de extrema importância, principalmente para os alunos que estão perdendo em sociabilidade e na qualidade de ensino. Mas, nas condições pandêmicas atuais e com protocolos pouco eficientes, essa volta pode incentivar uma sensação falsa de normalidade”, alertou Danielle Klintowitz.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos