SP retoma vistas ao sistema penitenciário neste final de semana após 8 meses

ROGÉRIO PAGNAN
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo de São Paulo retoma neste final de semana as visitas presenciais ao sistema prisional, o maior do país, depois de ficarem suspensas por cerca de oito meses. A retomada ainda não é total porque ainda há decisões judiciais impedem esse retorno em algumas regiões. As visitas estavam proibidas desde 20 de março em razão da pandemia da Covid-19. Das 177 unidades espalhadas pelo estado, em 160 delas haverá permissão de visitas neste sábado (7) e domingo (8). A Procuradoria Geral do Estado tenta reverter essas decisões judiciais para liberar as visitas em todas unidades que concentram cerca de 214 mil presos. Essas visitas, conforme o jornal Folha de S. Paulo revelou em outubro, devem seguir protocolos com novos regramentos para visitação aprovados pelo Centro de Contingência do Coronavírus, da gestão João Doria (PSDB), com medidas de segurança para evitar a proliferação da doença. Até agora, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária, morreram 33 presos e 31 funcionários vítimas das Covid-19. No total, 11.246 presos testaram positivo. Pelas novas regras, receberão visitas neste final de semana os presos e presas que habitam pavilhões pares. Cada detento pode receber uma única pessoa e pelo período máximo de duas horas. No próximo final de semana, serão os pavilhões ímpares. Não podem ingressar ao presídio menores de 18 anos nem acima de 59 anos, assim como gestantes e pessoas com sintomas gripais. Entre as medidas mais polêmicas do protocolo estão a proibição de visitas íntimas e de contato físico, como um abraço ou aperto de mão. Os visitantes também terão de usar máscaras e, na entrada das unidades, terão medidas a temperatura e saturação de oxigênio. Também não será permitida a entrada de bolsas, mochilas, sacolas, comida, itens de higiene e roupas. Os chamados "jumbos" precisarão ser enviados pelos Correios.