SP vive seu julho mais quente e está há 46 dias sem chuva; veja como se proteger

SÃO PAULO, SP, 26.07.2022 - CLIMA-POLUIÇÃO-SP - Névoa de poluição devido à falta de chuva dificulta a visibilidade do Pico do Jaraguá. Apesar de estar em pleno inverno, a cidade de São Paulo teve o mês de julho mais quente em 38 anos. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 26.07.2022 - CLIMA-POLUIÇÃO-SP - Névoa de poluição devido à falta de chuva dificulta a visibilidade do Pico do Jaraguá. Apesar de estar em pleno inverno, a cidade de São Paulo teve o mês de julho mais quente em 38 anos. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No mês de julho mais quente da história, cidade de São Paulo está sem chuvas há 46 dias. Segundo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas, da prefeitura), a situação deve mudar na próxima sexta-feira (29).

Este é o período mais longo de estiagem desde 2012, quando, entre julho e setembro, a cidade ficou 62 dias sem chuvas. Em 2022, a última chuva registrada foi em 10 de junho. De lá para cá, caiu no máximo uma garoa, de 0,6 mm, no extremo sul da cidade.

Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a temperatura média da capital (25,9°C, medidos até a última segunda, 25) é a mais alta para um mês de julho desde 1943 -ano de início da medição- e está 3°C acima da média histórica para o mês.

Chuvas abaixo da média e altas temperaturas já eram esperadas para este mês. Michael Pantera, meteorologista do CGE, diz que uma massa de ar quente e seco forma um bloqueio atmosférico, o qual dificulta a passagem de frentes frias que tenham força para mudar o clima. "Essa condição favorece dias com sol e temperaturas em elevação, fenômeno conhecido como veranico, comum no inverno", explica.

A situação, segundo previsão do CGE, deve mudar na próxima sexta-feira, quando uma frente fria chega à capital. É esperada chuva moderada ao longo de sexta e sábado, de 10 a 11 mm, e o calor deve dar uma trégua aos paulistanos até domingo (31).

Na sexta-feira, os termômetros devem registrar mínima de 13°C e máxima de 23°C. A expectativa é de mais frio para sábado, com mínima de 10°C e máxima de 19°C. No domingo, a temperatura varia entre 11°C e 21°C.

O calor e o tempo seco retornam já na segunda-feira (1º), quando o sol volta a aparecer e a máxima deve ser de 24°C.

"Serão três dias de alívio, mas nada salvador. É só um refresco", diz o técnico em meteorologia Adilson Nazário. Ele ainda ressalta que a umidade do fim de semana será boa para a qualidade do ar, e a precipitação, mesmo que pouca, ajuda a dissipar a poluição.

Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a qualidade do ar na capital, mesmo com o calor e a seca, tem se mantido moderada, a classificação N2 da companhia -em uma escala que vai de boa (N1) à péssima (N5). A condição, segundo o órgão, favorece a aglomeração de poluentes como o dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e ozônio, além de partículas inaláveis que dificultam a respiração.

O tempo seco também demanda atenção para o aparecimento de doenças do sistema respiratório, como rinite alérgica, sinusite e faringite, e de alergias, já que as mucosas das vias áreas tendem a ressecar.

COMO SE PROTEGER EM DIAS SECOS?

- A dica mais importante é hidratar-se muito, não importa se com água, suco natural ou chá. Dê preferência, também, a alimentos com menos sal ou condimentos, para que seu corpo não retenha líquidos.

- Para evitar ressecamento, use soro fisiológico no nariz e nos olhos. De acordo com o médico consultado, além de hidratar, também ajuda a limpar o nariz.

- Se for praticar exercício físico, priorize horários no início e no fim do dia. Em outras palavras, evite o horário entre 10h e 17h, quando o calor costuma ser mais forte.

- Aplique protetor solar para proteger a pele e também hidratar o corpo.

- Na hora do banho, evite a água quente, mesmo que faça frio. Dê preferência à água morna, que é menos nociva para a pele.

- Se tiver um umidificador de ar, utilize-o, mas não por períodos longos. Se não possuir um aparelho, vá no método clássico, com uma toalha molhada. - Enquanto a água evapora, o ambiente fica umidificado.

- Já que o tempo está seco, que tal lavar roupas de frio e cobertores que estão guardados? Assim, você aumenta a umidade do ar e ainda aproveita para limpar peças que podem ter juntado pó e ácaros.

- Deixe a casa limpa e arejada, para evitar o acúmulo de poeira e ácaros. Da mesma forma, evite usar vassoura, já que ela espalha pó pelo local –prefira pano úmido ou aspirador.

- Por fim, fuja de lugares fechados e aglomerações, não só pelo tempo seco mas também pela transmissão de coronavírus.

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