SpaceX, de Elon Musk, realiza hoje primeiro voo civil à órbita da Terra

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CAPE CANAVERAL, FLORIDA - SEPTEMBER 14: The SpaceX Falcon 9 rocket and Crew Dragon capsule sit on launch Pad 39A at NASA’s Kennedy Space Center in preparation for tomorrow night's first completely private mission into orbit on September 14, 2021 in Cape Canaveral, Florida. SpaceX is scheduled to launch four private citizens into space on a three-day mission. (Photo by Joe Raedle/Getty Images)
Foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon, que levará nos tripulações, pronta para decolar do Cabo Kennedy, na Flórida (Reuters)
  • Inspiration4 pode ser a “primeira missão totalmente civil a orbitar” ao redor do planeta

  • A missão será comandada por Jared Isaacman, de 38 anos

  • A decolagem será transmitida pelo Youtube

A primeira missão espacial totalmente civil terá sua janela de decolagem aberta hoje (15), às 21h (horário de Brasília), para orbitar a Terra a mais de 27 mil quilômetros por hora (km/h). Essa velocidade possibilitará uma volta ao redor do planeta a cada 90 minutos, a bordo da Crew Dragon, cápsula desenvolvida pela SpaceX, empresa de foguetes do empresário Elon Musk

Chamada de Inspiration4, a missão representa um grande passo para o turismo espacial. Ela terá, a bordo, quatro tripulantes e durará três dias. A expectativa é de que o ápice da aventura seja a uma altitude superior a 550 km.

A decolagem da Crew Dragon ocorrerá no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, conduzida pelo Falcon 9, foguete reutilizável projetado e fabricado pela SpaceX para o “transporte confiável e seguro de pessoas e cargas úteis para a órbita da Terra e além”.

A decolagem será transmitida pelo Youtube. A SpaceX informa que o horário de decolagem dependerá de fatores climáticos, o que pode atrasar tanto o lançamento quanto o pouso da espaçonave.

Voo orbital

Se tudo der certo, a Inspiration4 será a “primeira missão totalmente civil a orbitar” ao redor do planeta. Ao contrário do voo suborbital, que faz uma subida curva até uma certa altura para então retornar à Terra, o orbital requer uma velocidade bem superior, a ponto de, a exemplo de satélites artificiais - ou naturais, como a Lua -, atingir uma posição que possibilita à nave circular em volta do planeta. Os voos orbitais são aqueles que ultrapassam a Linha de Kármán, um limite convencionado que fica a 100 km acima do nível do mar, usado para definir o limite entre a atmosfera terrestre e o espaço exterior.

A missão da SpaceX será comandada por Jared Isaacman, de 38 anos. Ele é fundador e CEO da empresa Shift4 Payments, além de “um piloto aventureiro e talentoso”, segundo a SpaceX.

Bilionários fizeram turismo espacial antes, mas...

Em julho, o bilionário Richard Branson chegou à fronteira do espaço a bordo de foguete desenvolvido pela sua empresa Virgin Galactic. O empresário britânico voou acima do Novo México, nos Estados Unidos, no veículo que sua companhia vem desenvolvendo há 17 anos. A viagem foi, segundo ele, a "experiência de uma vida". Branson voltou para a Terra pouco mais de uma hora depois de deixar o solo.

Já Jeff Bezos, dono da Amazon, também realizou seu voo em julho. O foguete New Shepard, construído pela empresa Blue Origin, foi projetado para atender ao crescente mercado de turismo espacial. Entre os passageiros do voo inaugural estavam a pessoa mais velha a ir para o espaço e o mais jovem.

Os dois voos, porém, não ultrapassaram a Linha de Kármán, e por isso foram considerados suborbitais.

Esperança, generosidade e prosperidade

Outro aspecto torna a viagem da SpaceX ainda mais interessante: os três membros, que ao lado do comandante completam a tripulação, representam, cada um, um dos três pilares da missão, que pretende arrecadar fundos para o Hospital St. Jude Children’s Research, instituição que desenvolve pesquisas e promove tratamentos para doenças infantis.

A “esperança” é representada por Hayley Arceneaux. Ela superou um câncer ósseo que teve durante a infância e, atualmente, trabalha como assistente no St Jude. Com 29 anos, é a integrante mais jovem da missão e a primeira pessoa com prótese a ir ao espaço.

A “generosidade”, outro pilar da missão, é representada pelo ex-veterano da Força Aérea norte-americana Chris Sembroski, de 42 anos. Sua escolha ocorreu após ter feito doações relevantes para a campanha destinada ao St Jude. E a “prosperidade” é representada pela professora de geologia Sian Proctor, de 51 anos. Após ter perdido, por pouco, a chance de ser uma astronauta da Nasa, a agência espacial norte-americana, ela terá agora a chance de ser a quarta mulher afro-americana a ir ao espaço.

As informações são da Agência Brasil

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