SpaceX, de Elon Musk, usará satélites para eliminar áreas sem cobertura de internet

A Starlink adotou uma abordagem diferente para a conectividade (Getty Image)
A Starlink adotou uma abordagem diferente para a conectividade (Getty Image)
  • Starlink anunciou parceria com a T-Mobile

  • O projeto oferece roaming para operadoras de outros países

  • Esse serviço será limitado a mensagens de texto e chamadas de vídeo

Uma das empresas de Elon Musk diz que quer transmitir o serviço de celular para “a maioria dos lugares nos Estados Unidos”, incluindo as áreas mais remotas do país. Em parceria com a T-Mobile, a companhia planeja realizar testes até o final de ano para oferecer internet baseada em satélite da SpaceX, através da Starlink.

No projeto, a T-Mobile ainda está oferecendo roaming recíproco para operadoras de telefonia de outros países, na expectativa de que o alcance global da Starlink permita que cada vez mais pessoas tenham acesso ao sinal.

“Esse é um convite aberto para operadoras de todo o mundo. Por favor, entrem em contato conosco”, anunciou o CEO da SpaceX, Elon Musk, durante um evento anunciando o plano. Ele explicou que o novo serviço dependerá principalmente da “versão 2”, ou V2, satélites Starlink. É importante ressaltar que eles não devem começar a ser lançados antes do próximo ano.

As companhias afirmaram que, inicialmente, o serviço provavelmente será limitado a mensagens de texto, com chamadas de vídeo e voz ocasionalmente. A ideia é expandir a atuação gradualmente.

“Para fornecer esse serviço, as empresas criarão uma nova rede, transmitida a partir dos satélites da Starlink usando o espectro de banda média da T-Mobile em todo o país. Esse verdadeiro serviço de satélite para celular fornecerá cobertura quase completa em quase qualquer lugar que o cliente possa ver o céu”, diz um comunicado da T-Mobile.

Nos EUA, o serviço de telefonia depende de torres que transmitem conectividade em certas áreas ou através de conexões de banda larga que exigem teias de cabos subterrâneos. Para inovar, a Starlink adotou uma abordagem diferente para a conectividade que depende de satélites posicionados a apenas algumas centenas de quilômetros acima da Terra.