Sputnik V: Farmacêutica pede autorização à Anvisa para iniciar testes clínicos no Brasil

Paula Ferreira
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BRASÍLIA— O laboratório União Química submeteu, nesta terça-feira, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento para pedir permissão para iniciar testes da vacina russa Sputnik V no Brasil.

A medida é o primeiro passo para viabilizar um possível registro da vacina no país. Caso a Anvisa aceite o dossiê da farmacêutica, a empresa poderá dar andamento à realização de testes da vacina e fazer a submissão contínua de dados sobre o imunizante. Ao final da submissão de dados das fases de desenvolvimento, a farmacêutica poderá solicitar o registro da vacina.

Baseado nos pedidos recebidos antes de outros laboratórios, a Anvisa trabalha com um prazo de 72 horas para analisar a submissão do dossiê e autorizar ou não o início dos testes da vacina russa.

Atualmente, há quatro imunizantes com estudos clínicos em andamento no Brasil: a vacina desenvolvida pela AstraZeneca-Oxford; a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac; a vacina da Pfizer; e a vacina da Janssen.

Nesta terça-feira, a Argentina iniciou a campanha de vacinação contra Covid-19 com a aplicação da vacina Russa. Com a iniciativa, a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a utilizar esse imunizante.

A Sputnik V prevê uma segunda dose para ser aplicada 21 dias após a primeira. A primeira remessa com 300 mil doses chegou à Argentina procedente de Moscou em 24 de dezembro. O acordo com a Rússia contempla outras 19,7 milhões de doses que serão entregues entre janeiro e fevereiro, com a possibilidade de comprar mais 5 milhões.