Sri Lanka endurece regulamentação para proteção de elefantes em cativeiro

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A mahout rides an elephant among the traffic down a street in Piliyandala, a suburb of Sri Lanka's capital Colombo on September 27, 2020. (Photo by LAKRUWAN WANNIARACHCHI / AFP) (Photo by LAKRUWAN WANNIARACHCHI/AFP via Getty Images)
Animais fazem parte da vida cotidiana no país e são vistos como símbolo de status. Foto: LAKRUWAN WANNIARACHCHI/AFP via Getty Images
  • Animais são usados para turismo, religião e exploração de madeira

  • Funcionários não podem ingerir álcool ao lidar com os mamíferos

  • São cerca de 200 elefantes em cativeiro no país

O Sri Lanka incorporou uma série de novas regulações para atividades que envolvem elefantes no país. Filhotes com menos de dois anos, por exemplo, não podem trabalhar e devem ficar com suas mães.

Além disso, pessoas que tratam dos animais - também conhecidas como mahouts - estão proibidas de beber ou tomar drogas enquanto trabalha com os animais.

“A pessoa que tem ou tem a custódia de elefantes deve garantir que o mahout [pessoa que monta o animal] não esteja consumindo qualquer bebida alcoólica ou qualquer droga prejudicial”, afirma a nota.

As medidas foram anunciadas pelo ministro de Proteção da Vida Selvagem, Wimalaweera Dissanayaka, que disse que todo elefante domesticado também deverá ter um cartão de identidade biométrica, que leve uma foto do animal e seus detalhes de DNA.

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Os elefantes são reverenciados no Sri Lanka. Matar um desses animais é um crime punível com morte, de acordo com o World Wildlife Fund. Os mamíferos são usados para procissões religiosas, atrações turísticas e exploração madeireira.

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Foto: LAKRUWAN WANNIARACHCHI/AFP via Getty Images

Com as novas regulações, animais que trabalham na exploração de madeira só poderão atuar quatro horas ao dia e está proibido exercer a atividade na parte da noite. Os animais também têm o direito a duas horas e meio de banho de lama ao dia, necessário para que os elefantes consigam se refrescar.

Em relação ao uso dos animais como atração turística, as regulamentações agora definem que apenas quatro pessoas podem montar o animal por vez, e que devem ir sentadas em uma sela confortável para o elefante.

Elephant walk near the ancient city of Anuradhapura Sri Lanka. (Photo by: Paolo Picciotto/REDA&CO/Universal Images Group via Getty Images)
Foto: Paolo Picciotto/REDA&CO/Universal Images Group via Getty Images)

Além disso, os elefantes mantidos em cativeiro deverão passar por um check-up médico a cada seis meses. Os animais também não poderão mais ser usados em filmes, com exceção para produções governamentais, que devem ser supervisionadas por veterinários.

Os infratores das novas regras podem pegar até três anos na prisão e perder a custódia dos elefantes.

De acordo com o censo de 2011 realizado pelo Departamento de Conservação da Vida Selvagem do país, cerca de 7.400 elefantes vivem na natureza no Sri Lanka. São cerca de 200 animais domesticados, de acordo com estimativas da Organização de Comida e Agricultura da ONU.

Ter um elefante é visto como um símbolo de status no Sri Lanka. Em 2019, um caso chamou atenção quando especialistas em vida selvagem afirmaram que dezenas de filhotes foram roubados de suas manadas durante um período de mais de 10 anos. Os animais eram vendidos para pessoas ricas por cerca de US$ 125.000, de acordo com um jornal chinês.

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