StanChart planeja cortar 15 mil empregos e levantar US$5,1 bi com reestruturação

Por Lawrence White e Steve Slater HONG KONG/LONDRES (Reuters) - O Standard Chartered planeja cortar 15 mil empregos e levantar 5,1 bilhões de dólares com a venda de ações, enquanto seu novo presidente define plano para recuperar a rentabilidade após três anos de queda do lucros e equívocos estratégicos. O banco tido como um dos 30 mais importantes do mundo vai cortar 17 por cento dos empregados para ajudar a economizar 2,9 bilhões de dólares até 2018, e vender ou reestruturar 100 bilhões de dólares em empréstimos, ou um terço do total. O presidente-executivo do banco, Bill Winters, ex-chefe do banco de investimento JPMorgan, que assumiu em junho, descreveu o movimento como um "agressivo e decisivo conjunto de ações" para fortalecer o banco, que tem dois terços dos lucros da Ásia. Winters é um dos novos executivos de bancos europeus -incluindo Credit Suisse, Deutsche Bank e Barclays- que devem liderar planos de reestruturação para cortar custos e elevar a rentabilidade diante de um ambiente regulatório mais rígido, que tem tornado muitas atividades bancárias deficitárias. Os problemas do StanChart foram expostos com a notícia de prejuízo operacional no terceiro trimestre de 139 milhões de dólares, pressionado por crescentes custos globais de regulação e maiores prejuízos dos empréstimos na Índia. A receita despencou 18 por cento comparada com o ano anterior. Esse foi o quinto trimestre consecutivo de queda na receita do banco. Antes dos resultados, analistas esperavam que o banco divulgasse lucro este ano de 2,9 bilhões de dólares, comparados aos 7,5 bilhões de dólares em 2012 - ano em que muitos dos seus problemas começaram. (Reportagem adicional por Denny Thomas e Umesh Desa)

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