Starlink, de Elon Musk, começa a operar na Antártida

Empresa de internet de Elon Musk, Starlink, irá começar suas operações na Antártida (Photo by Michael Gonzalez/Getty Images)
Empresa de internet de Elon Musk, Starlink, irá começar suas operações na Antártida (Photo by Michael Gonzalez/Getty Images)
  • Starlink é o ramo de internet via satélites da SpaceX, empresa de lançamentos espaciais de Elon Musk;

  • Internet na Antártida é precária, com mais de mil pessoas dividindo uma conexão de 17 Mpbs;

  • Starlink está nos "sete continentes do mundo", afirmou a empresa em sua conta do Twitter.

Depois de competir com a OneWeb para levar cobertura de internet via satélite para o Pólo Norte e outras áreas do Ártico, a SpaceX chegou ao outro extremo: a National Science Foundation (ou NSF) está testando um dos terminais Starlink na Estação McMurdo na Antártida. A ideia é aumentar a banda disponível para ajudar os cientistas que trabalham no continente isolado.

A base de McMurdo, a mais populosa na Antártida com cerca de mil pessoas vivendo e trabalhando durante o verão, já contava com uma internet via satélite, mas bem precária. Todos compartilhavam uma conexão de 17 Mbps, que limitava severamente o que podia ser realizado pelas pessoas, segundo o Programa Antártico dos Estados Unidos.

A adição dos terminais da Starlink, no entanto, não significa que a Netflix estará liberada para os habitantes de McMurdo - os terminais podem lidar com cerca de 50-200 Mbps, o que ainda não é muito-, mas isso irá ajudar na transferência de dados científicos para fora do continente congelado.

No Twitter, a SpaceX retweetou a NSF, dizendo que a Starlink estava “agora em todos os sete continentes” e que sua capacidade de operar em lugares remotos como a Antártida é graças à “rede de laser espacial da Starlink”.

A SpaceX tem como objetivo aumentar sua cobertura globalmente em 2023. Atualmente, apesar de se promover como presente nos sete continentes, sua cobertura na África e na Ásia estará presente em apenas dois países até o fim do ano: Nigéria, Moçambique, Japão e Filipinas.

Ainda assim, se o teste na Antártida for bem, pode ajudar a provar que a nova tecnologia de comunicação entre satélites da SpaceX tem poder para cobrir até as áreas mais remotas.