‘Uber das redações’, startup conecta alunos e professores

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Por Matheus Mans

Ao ver a dificuldade de alunos com as redações em vestibulares, o mineiro Daniel Machado resolveu empreender. Há 15 anos no setor educacional, o empreendedor fundou a startup Imaginie, que conecta alunos com uma rede de professores credenciada.

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Funciona assim: o estudante entra na plataforma e escolhe um dos mais de 200 temas disponíveis para redação. Depois, insere o texto final no sistema, que é corrigido por um dos 9 mil professores cadastrados. Já são cerca de 60 mil redações feitas ao mês.

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Na hora da correção, a plataforma busca criar uma interação entre as partes. Caso o aluno tenha dificuldades com hífen, por exemplo, o corretor pode indicar uma vídeo-aula sobre o tema. Assim, é criada a relação de aluno e professor, mesmo que no meio virtual.

“A escola se esforça para o aluno aprender química, física, todas fórmulas. Mas está negligenciando o ensino da redação”, diz Daniel. “Além disso, enquanto redes particulares fazem 120 redações ao ano, a escola pública mal faz uma. Queremos mudar isso”. 

Para fazer uma redação e ser corrigida na plataforma da Imaginie, a pessoa precisa apenas acessar o serviço e pagar o valor da correção — a partir de R$ 3,90 por redação. Além disso, a startup também está firmando parcerias com instituições de ensino.

“A gente quer fazer com que o aluno de escola público tenha a mesma possibilidade que o da escola particular”, explica.

Próximos passos

Depois de criar esse ecossistema de alunos e corretores de redações, a Imaginie já começa a dar uma espiada no futuro. A empresa está testando uma inteligência artificial para auxiliar professores da plataforma na hora de corrigir e dar nota às redações de estudantes.

Chamada Freire, em homenagem ao educador brasileiro Paulo Freire, a tecnologia só consegue dar notas para as redações. Mas a ideia é que, em 2020, eles ofereçam a correção por inteligência artificial gratuitamente em alguns temas do serviço.

"Além de democratizar ainda mais o acesso, barateando a correção da redação, ela irá empoderar o professor. Afinal, por mais que a tecnologia faça a correção, só ele poderá sentar e motivar o aluno”, afirma o empreendedor.