'Startup da prostituição', Fatal Model mantém aposta no futebol e chega ao Brasileirão

Quem assistiu com atenção à vitória do Flamengo sobre o Coritiba, no último sábado (16), no Mané Garrincha, em Brasília, notou uma placa de publicidade curiosa. Ao redor do gramado, a Fatal Model, um site de acompanhantes, expôs sua marca no jogo da Série A do Brasileirão com os dizeres "respeito, dignidade e segurança".

Os novos comportamentos de consumo dos brasileiros andam ao lado da tecnologia, a inovação e a praticidade. Por isso, o uso de aplicativos para pedir comida em casa, um transporte ou alugar um apartamento estão em alta. Nesse sentido, a Fatal Model aparece como uma "startup da prostituição" ao aliar a praticidade e a criatividade ao serviço de acompanhantes.

Para isso, a empresa aposta em propagandas em diferentes canais de comunicação. Esporte mais popular do país, o futebol virou alvo da empresa no início da temporada. A Fatal Model investiu em acordos pontuais com times pequenos que enfrentaram gigantes na Copa do Brasil e em clubes do Campeonato Catarinense. Depois, entrou nas placas de publicidade da Série C do Campeonato Brasileiro.

Em seu site, a empresa destaca que "a profissão de acompanhante é legalizada no Brasil e reconhecida pelo Ministério do Trabalho desde 2002". A "maior plataforma de anúncios para acompanhantes do país" ressalta a segurança e o sigilo para o acesso dos consumidores e o cadastro gratuito para anunciantes como trunfo para "empoderar acompanhantes" e "fazer a profissão ser respeitada e vista como um trabalho digno, quebrando tabus e preconceitos".

Criada em 2016 e com sede no Rio Grande do Sul, a plataforma brasileira registrou mais de 100 milhões de usuários e 275 milhões de acesso em 2020. De acordo com a empresa, 15 milhões de usuários únicos utilizam o site, que possui mais de 25 mil profissionais cadastrados. O lucro do negócio depende da visibilidade alcançada pela plataforma e pela utilização dos consumidores a partir do tráfego.

Há também a possibilidade de adesão de acompanhantes a um plano pago, que faz os anúncios aparecerem com maior frequência. A plataforma oferece uma alternativa para profissionais do sexo deixarem as ruas e o risco da violência, bem como casas e boates que fiquem com parte do pagamento dos atendimentos. A Fatal Model não exige nenhum pagamento ou porcentagem de acompanhantes.

No início do ano, a empresa chamou a atenção ao aparecer como anunciante do Flow Podcast em entrevista do ex-ministro Sergio Moro. Meses depois, com a polêmica envolvendo o apresentador Monark, o acordo de patrocínio foi rompido.

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