Startup vai integrar dados de quiosques na orla do Rio para aumentar vendas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A startup paulista Napp Solutions, que trabalha com integração de dados para digitalização de empresas, fechou uma parceria com a Orla Rio, concessionária responsável por administrar quiosques do Leme ao Pontal, no Rio de Janeiro.

O objetivo, diz Rui Arle, sócio e diretor de inteligência de dados da Napp, é otimizar a rentabilidade de comerciantes com informações de gastos e movimentação de estoque dos estabelecimentos. A startup é especializada em gerenciar informações para melhorar o desempenho de um negócio. Isso permite organizar estoques de varejistas, por exemplo, e colocar as informações online.

Arle explica que o desempenho os quiosques será avaliado por meio da média de venda diária dos produtos. A ferramenta pode mostrar ao vendedor por quanto tempo o estoque será suficiente para atender a demanda do quiosque, facilitando para o comerciante uma reposição de forma mais precisa e cortando gastos.

“Com essas informações integradas, poderemos ver o perfil de consumo de cada quiosque”, diz Arle. A integração também permite avaliar a sazonalidade e os melhores horários do dia. “Será que quando chove o produto mais consumido cai consideravelmente e aumenta a quantidade de caipirinha? É esse tipo de informação que poderemos ver com a junção desses dados”.

A startup é de Leme, no interior de São Paulo, e já recebeu aporte de R$ 14,4 milhões, soma de três rodadas, do family office dos Villela, família que tem participação em grandes negócios brasileiros, como o banco Itaú.

O Orla Rio é responsável por 309 quiosques e 27 postos de salvamento do Leme ao Pontal. A tecnologia não tem custos para o comerciante, que poderá escolher participar ou não do programa.

Para João Barreto, presidente da Orla Rio, a ideia com a parceira é tornar os quiosques mais eficientes. “Vamos ver as variedades e a diversidade gastronômica na orla. É um lugar democrático e oral

Para o fim do ano, Barreto acredita que as praias serão movimentadas por turistas europeus, que pode também ser um período para enxergar o perfil de consumo de estrangeiros na orla. “Com a moeda desvalorizada, acreditamos que será um período forte de turista internacional, o que pode aumentar o lucro dos comerciantes no fim do ano”, diz.

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