Stephen King, autor de O Iluminado e It, se posiciona contra fusão de editoras

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Stephen King não acredita nas promessas de que ambas empresas continuarão competindo uma com a outra (Foto AP/Patrick Semansky)
Stephen King não acredita nas promessas de que ambas empresas continuarão competindo uma com a outra (Foto AP/Patrick Semansky)
  • Departamento de Justiça americano iniciou um processo para impedir a fusão editorial;

  • Para King, união das grandes editoras americanas representará uma catástrofe para autores iniciantes;

  • Stephen King não acredita nas promessas de que ambas empresas continuarão competindo uma com a outra.

Nos Estados Unidos, as editoras Penguin Random House e Simon & Schuster estão em processo de fusão. As duas gigantes do mercado editorial aguardam um julgamento, iniciado nesta segunda-feira, onde o Departamento de Justiça americano busca impedir a união das duas empresas, visto que as duas estão entre as cinco maiores editoras de livros do país.

O argumento da pasta é que a fusão diminuiria a competitividade do setor, e ocasionaria em valores menores pagos para os autores, que perdem suas opções para negociar seus livros. De acordo com o departamento, a medida atingiria especialmente autores que ganham US$ 250 mil ou mais.

O aclamado autor de livros de terror, Stephen King, foi chamado para se pronunciar no tribunal, onde argumentou a favor do Departamento de Justiça. Segundo ele, não há sentido em acreditar nas promessas que as companhias fizeram de que continuariam a competir por autores, oferecendo propostas contrárias, independentemente de interesses superiores.

"Você pode dizer que você vai ter um marido e uma esposa dando lances um contra o outro pela mesma casa. É meio ridículo", disse King no julgamento.

O autor, cujos livros se tornaram clássicos modernos e foram transformados em filmes, como "O Iluminado", "Christine" e "Carrie, a Estranha", também afirmou em seu depoimento que acredita que a fusão das duas empresas irá diminuir os valores pagos como adiantamento aos autores.

No tribunal, King conseguiu mudar o foco da discussão contábil para relatar sobre as dificuldades passadas por autores iniciantes, afirmando que as cinco maiores editoras do país dizimaram o mercado editorial americano, acabando com as editoras independentes, para manterem-se no topo, dificultando a publicação de autores iniciantes no processo.

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