STF aceita delação de Delcídio que cita Dilma, Lula e Aécio

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki homologou nesta terça-feira (15) a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). A homologação dá validade jurídica ao acordo firmado entre o político e a Procuradoria Geral da República (PGR).  

A partir disso, a PGR poderá agora separar fatos narrados pelo senador em depoimentos já prestados, buscando conexões entre crimes e pessoas supostamente envolvidas neles. Além disso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá pedir novas investigações ao STF.

Entretanto, as investigações serão realizadas somente no caso de suspeitas sobre autoridades com foro privilegiado. Além disso, ele poderá anexar elementos novos a inquéritos já em andamentos. Hoje, ao menos 40 parlamentares e ministros são investigados, junto com outras 32 pessoas sem prerrogativas de foro.

A delação de Delcídio do Amaral ainda segue sob sigilo de Justiça. Em seu depoimento, o senador citou os nomes de ao menos cinco senadores em sua delação premiada à Polícia Federal. Entre eles estão Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado.

Além dos dois, Delcídio citou membros da cúpula do PMDB no governo. Romero Jucá (RR), Edison Lobão (MA) e Valdir Raupp (RO). Os três já são investigados em processos da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

O nome de Aécio já foi citado pelo doleiro Alberto Yousseff e pelo transportador de valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará. Entretanto, os dois procedimentos com menções ao tucano foram arquivados.

Fotos: AFP