STF usará agenda econômica para pressionar Bolsonaro em caso de radicalização no 7 de setembro

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Foto: Andressa Anholete/Getty Images
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  • Presidente vem incentivando militância a comparecer a atos no próximo feriado

  • Temor é que tom adotado por Bolsonaro seja, mais uma vez, de ataque às instituições

  • Corte se prepara para responder a eventuais ataques do presidente, que deve discursar no DF e em SP

O desenrolar da crise entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o STF (Supremo Tribunal Federal) após 7 de setembro depende do tom dos discursos e do tamanho das manifestações

Na corte, um possível recrudescimento dos ataques do presidente é visto como preocupante e será rebatido na mesma altura. 

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Temas como os precatórios e demais pautas econômicas do governo podem ser impactadas. No caso das investigações em andamento no STF, a leitura é que se trata de algo incontornável e que elas continuarão após os atos. 

O Supremo tem decidido de forma favorável ao governo em diversos casos econômicos. Entre eles, autonomia do Banco Central, tabelamento do frete e índice de correção do FGTS. 

A ação sobre pagamento de precatórios nos próximos anos terá desdobramento em breve e poderá ser a primeira vítima da nova realidade. 

O presidente do STF, Luiz Fux, se reuniu com os presidentes do Senado e Câmara nesta terça (31) e colocou o Conselho Nacional de Justiça à disposição para mediar uma solução para que os gastos com essas dívidas não inviabilizem o novo Bolsa Família proposto por Bolsonaro. 

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