Sthefany Brito comenta época de separação com Pato: 'Quem me julgou, seria julgado hoje'

JOÃO VICTOR MARQUES
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 18.03.2017: TEATRO-SP - A atriz Sthefany Brito antes da estreia da peça

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No ar em "Jezabel" (Record), Sthefany Brito, 31, resolveu falar um pouco sobre tudo o que viveu durante o processo de divórcio e separação com o jogador são-paulino Alexandre Pato, 29, em 2010. A atriz disse que, se ela vivesse tudo aquilo de novo nos dias de hoje, quem a julgou é quem seria julgado. "Apontar o dedo é tão mais fácil do que você tentar olhar com carinho para a situação, mas eu acho que, hoje em dia, essas pessoas que me julgaram seriam julgadas. Temos uma união maior, mais empatia [...] É entender antes de julgar e dar opinião", diz a atriz.  Pato e Brito foram casados por apenas nove meses, depois de uma cerimônia luxuosa no Copacabana Palace. Após o casamento, a atriz largou sua carreira no Brasil e foi morar com o marido na Itália. Diversos comentários de cunho machistas voltaram-se para Sthefany.   Para ela, a maior resposta que ela poderia ter dado são com suas atitudes. "Eu nunca respondi todos aqueles comentários da época. Estou aqui feliz da vida trabalhando, casada, super feliz com minha família porque, no final das contas, é isso que importa." Hoje Pato namora a apresentadora do SBT, Rebeca Abravanel, filha de Silvio Santos. Tudo isso é passado para a vida pessoal da atriz. Sthefany Brito, que é casada com Igor Raschkovscky desde agosto de 2018. Durante 40 dias, a intérprete de Raquel gravou direto em Marrocos e nos estúdios em Paulínia, no interior de São Paulo.  Ela diz que foi um desafio por conta da distância de casa, do marido e de seus cachorros. "Viramos uma grande família de amigos que vou levar pro resto da vida. Tento voltar para o Rio de Janeiro quase todo final de semana. Certeza que meus cachorros acham que sou uma miragem. Dá saudades do marido e de casa." Durante a gravação no deserto do Marracos,  Sthefany Brito recorda ainda que as dificuldades enfrentadas por ela e boa parte do elenco, como a grande amplitude térmica durante o dia e a alimentação. A atriz diz que foi ruim ter que depender de um homem para qualquer coisa.  "Era complicado falar: 'Você pode ir comigo até a esquina para comprar um remédio? Foi a coisa mais estranha que enfrentamos."  Vivendo a israelita Raquel, a atriz acredita que as telespectadoras não se identificam com sua personagem porque ela tem uma personalidade e ideias muito à frente do seu tempo. A história da trama se passa 800 anos antes de Cristo. "Adoraria dizer que as mulheres se identificam com ela, mas não. Por ser tão corajosa, destemida para época, isso não era visto com bons olhos, ainda mais vindo de uma mulher [...] Adoraria que ela fosse feminista, uma ativista, mas ela tentou, mas não consegue dar sequência. Eu tentei muito por ela."