STJ manda soltar empresários alvos de investigação sobre corrupção no governo Witzel

Aguirre Talento
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Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, determinar a soltura dos empresários Alessandro Duarte e Cassiano Luiz da Silva, alvos da Operação Favorito, que resultou no afastamento do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e desbaratou um esquema de corrupção instalado em seu governo.

A decisão foi tomada em julgamento na tarde desta terça-feira, dia 15, que também decidiu pela manutenção da prisão do empresário Mário Peixoto. A Sexta Turma entendeu que a prisão deles dois não era mais necessária e que eles poderão responder ao processo em liberdade.

Segundo as investigações, Alessandro Duarte, que comanda empresa na área da saúde com contrato com o governo do Rio, fez repasses ao escritório da primeira-dama Helena Witzel. Já Cassiano seria sócio de Mário Peixoto e teria atuado na destruição de provas, de acordo com as investigações.

Ambos foram alvos da primeira denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na Operação Favorito.

Procurada, a defesa dos empresários Duarte e da Silva explicou que, embora o STJ tenha decidido pela soltura de ambos, eles ainda permanecerão presos por causa de uma prisão preventiva referente à Operação Placebo. Apesar disso, a revogação da prisão decidida nesta terça-feira foi vista como favorável também para o outro processo, já que os dois estão atrelados.

"Se os resultados dos julgamentos da Operação Favorito demonstram que não há a necessidade da prisão preventiva torna-se claro que não há necessidade, igualmente, da manutenção da prisão preventiva na Operação Placebo, que tramita na Corte Especial", completa a nota.

* Colaborou Louise Queiroga