STMicro eleva previsão de receita, vê fábricas de chips com capacidade total até 2023

Por Mathieu Rosemain e Supantha Mukherjee

PARIS/ESTOLCOMO (Reuters) - A STMicroelectronics espera que suas fábricas funcionem a todo vapor até 2023, já que a carteira de pedidos da fabricante de chips está preenchida pelas indústrias de automóveis e smartphones, o que a fez aumentar suas perspectivas para 2022 e construir novas linhas de produção.

O grupo franco-italiano, que tem Apple e Tesla entre os principais clientes, se beneficia fortemente de um aumento global na demanda de semicondutores de gerenciamento de energia à medida que a indústria automobilística passa para veículos de baixa emissão e da automação em vários setores.

"É o resultado de 30 anos de globalização", disse o presidente-executivo da STMicro, Jean-Marc Chery, à Reuters em entrevista. "Estamos ficando cientes de que podemos precisar reequilibrar as coisas um pouco mais", acrescentou, referindo-se à próxima lei de chips da União Europeia, sob a qual será permitida a ajuda direta à fabricação de chips.

O recente anúncio da STMicro e GlobalFoundries para construir uma fábrica de chips em Crolles, França, com uma alta proporção de financiamento do governo, precede essa nova legislação.

A instalação, que ficará ao lado da fábrica da STMicro, criará cerca de mil novos empregos e ajudará a empresa a atingir sua meta de aumentar a receita acima dos 20 bilhões de dólares previstos entre 2025 e 2027.

Cerca de 40% de sua melhora no lucro no segundo trimestre em relação ao ano passado resultou de preços mais altos de produtos, disse Chery, observando que a conta de energia da empresa dobrará em 2022 para 400 milhões de euros.

O executivo disse que, em termos de planejamento de produção nos próximos 18 a 24 meses, novos pedidos estão superando a capacidade de fabricação do grupo até 2023.

A STMicro elevou sua previsão de receita em 2022 para entre 15,9 bilhões e 16,2 bilhões de dólares, de uma faixa de 14,8 bilhões a 15,3 bilhões de dólares. A empresa prevê receita líquida de 4,24 bilhões de dólares no terceiro trimestre, superando uma estimativa de 3,81 bilhões de dólares. A receita líquida trimestral da empresa com sede em Genebra subiu para 3,84 bilhões de dólares, ante 3,0 bilhões de dólares um ano antes, superando a estimativa de analistas de 3,69 bilhões de dólares, mostraram dados do IBES da Refinitiv. Seu lucro diluído subiu para 0,92 dólar por ação, superando uma estimativa de 0,76 dólar por ação.

(Por Mathieu Rosemain e Supantha Mukherjee)

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