Suécia coloca apoio à Ucrânia como prioridade da presidência do Conselho da UE

A Suécia aproveitou a visita do colégio da Comissão Europeia para inaugurar o primeiro local de lançamento orbital no continente europeu. "É um grande momento. É um grande momento para a Europa. É um grande momento para a indústria espacial da Europa", congratulou-se a vice-presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O país escandinavo também anunciou a descoberta do maior depósito europeu de terras raras, essenciais para a produção de smartphones e veículos elétricos.

Dois anúncios importantes para melhorar a autonomia estratégica da Europa, numa altura em que a competitividade está em jogo.

O Colégio dos Comissários Europeus esteve na Suécia para se reunir com o governo e definir as prioridades da UE para os próximos seis meses.

E a competitividade vai ser um dos maiores desafios, pois a Europa precisa de dar resposta ao pacote legislativo de combate à inflação e crise climática dos EUA (Inflation Reduction Act), que oferece generosos incentivos fiscais a empresas que invistam do outro lado do Atlântico.

Bruxelas vai propor, em breve, nova legislação.

"O que é importante para nós é que, com o setor de tecnologia limpa e todo o poder inovador que possui, temos um campo de jogo nivelado. Queremos competir em qualidade, isso é importante. Não queremos competir em subsídios, mas em qualidade", realçou von der Leyen.

Mas ninguém duvida que a guerra na Ucrânia e as suas consequências continuarão a marcar a política europeia. "Continuaremos a apoiar a missão de assistência militar europeia de apoio à Ucrânia. Nenhuma outra tarefa poderia ser mais importante para a presidência sueca do que esta. A fé da Ucrânia é também a fé da Europa", afirmou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.

O encontro decorreu em Kiruna, a cidade mais a norte da Suécia, um local único para uma foto de família.