Suécia fecha fronteira com Dinamarca por nova cepa do coronavírus

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Viajantes com máscara fazem fila no Terminal 2 do aeroporto de Heathrow, em Londres

O governo sueco anunciou, nesta segunda-feira (21), que fechou, por razões sanitárias, sua fronteira com a Dinamarca, onde foram detectados casos da nova variante de coronavírus.

Também foram suspensos os voos procedentes do Reino Unido.

O fechamento da fronteira tem como objetivo evitar que os dinamarqueses viajem até a Suécia para fazer compras, já que as lojas estão fechadas no país vizinho, explicou o ministro sueco do Interior, Mikael Damberg, em entrevista coletiva.

Como vários outros países europeus, a Suécia suspendeu imediatamente os voos do Reino Unido por 48 horas após o surgimento de uma nova cepa problemática do coronavírus. Pessoas que estiveram recentemente no Reino Unido foram convocadas para realizarem testes.

"A nova variante do vírus também foi detectada na Dinamarca e em alguns outros países", afirmou o ministro, referindo-se a nove casos diagnosticados pelas autoridades sanitárias dinamarquesas.

Em face da segunda onda do coronavírus, porém, ao contrário da Suécia, a Dinamarca decidiu fechar seus shoppings e lojas na época do Natal.

"Há um risco claro de que os dinamarqueses sejam atraídos para a Suécia para comprar seus presentes, ou passar um tempo em Malmoe, por exemplo", disse Damberg, enquanto a região da Scania, no sul da Suécia, é fortemente afetada pela covid-19.

É o principal motivo da decisão sueca, insistiu o ministro.

A medida entrará em vigor nesta meia-noite.

De acordo com o Instituto Dinamarquês de Doenças SSI, os nove casos na Dinamarca foram detectados por sequenciamento "a posteriori", entre meados de novembro e início de dezembro.

Esses casos sugerem que a cepa "britânica" já está em circulação fora do Reino Unido há várias semanas.

No domingo, o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) não descartou que a nova cepa circule fora do território britânico.

Alguns casos foram detectados na Holanda, na Austrália, na Itália e na Bélgica, segundo informações da imprensa.

As autoridades dinamarquesas salientam que eles têm melhor capacidade de sequenciamento do que a maioria dos outros países e, portanto, têm uma melhor chance de identificação de casos.

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