Suposto bombardeio com gases deixa 35 mortos no norte da Síria

(Atualiza número de mortos e oferece mais detalhes).

Cairo, 4 abr (EFE).- Pelo menos 35 pessoas morreram nesta terça-feira, entre elas nove menores, e dezenas ficaram feridas em um suposto bombardeio químico na cidade de Jan Shijún, na província de Idlib, na Síria, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG, citando fontes médicas e ativistas, disse que alguns dos feridos por este ataque perpetrado por aviões não identificados apresentavam sintomas de asfixia, vômitos e dificuldades de respiração.

O opositor Conselho Local de Jan Shijún afirmou através de um comunicado em sua página do Facebook, que aconteceram quatro atentados com bombas termobáricas que continham gás cloro e gás sarin, em Jan Shijún, onde, de acordo a seus dados, 30 pessoas, a maioria menores, morreram, e cerca de 200 feridos.

O Conselho publicou fotografias de várias vítimas do ataque, algumas menores de idade, que não se sabe se estavam mortos ou feridos, deitados no chão de uma rua após o ataque.

Em uma das imagens aparece uma equipe de emergência borrifando com água o corpo de um menor de idade.

Por outro lado, segundo o Observatório, dois menores de idade morreram ontem à noite pelo impacto de barris de explosivos lançados por helicópteros na cidade de Habit, também em Idlib.

Nas últimas horas, o Observatório tinha informado sobre dezenas de afetados com sintomas de asfixia pela queda de barris lançados por helicópteros em Al Habit.

A Defesa Civil da Síria, composta integrada por voluntários que se dedicam a trabalhos de resgate em áreas fora do controle do governo, afirmou ontem à noite pelo Twitter que 20 pessoas ficaram feridas, entre elas menores e mulheres, pelo impacto de dois barris de explosivos, que tinham substâncias tóxicas, em Al Habit.

A maior parte da província de Idlib está sob o controle de rebeldes e facções islâmicas, incluindo a organização Libertação do Levante, aliança da ex-filial da Al Qaeda.

Nos últimos dias, foram registrados vários supostos bombardeios com gases no norte da Síria. EFE