Suíça quer prolongar restrições contra a covid-19 até o fim de fevereiro

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Placa em Genebra, Suíça, diz: "Usem a máscara. Todos vocês. Mesmo".

O governo suíço anunciou nesta quarta-feira (6) que quer prolongar até o fim de fevereiro as medidas restritivas para combater a propagação da covid-19, contra uma situação que continua "tensa".

"Reunido em sessão extraordinária, o Conselho Federal (governo) abordou este assunto e concordou em tomar uma decisão em 13 de janeiro, após consultar os cantões", disse em comunicado.

O governo também deseja consultar os cantões sobre um possível endurecimento das medidas, tais como a obrigação de trabalhar de casa, o fechamento de comércios e restrições suplementares às reuniões e eventos privados.

"A situação não é boa, é realmente ruim", declarou o ministro da Saúde Alain Berset em coletiva de imprensa, explicando que a epidemia "não diminui e se mantém em um nível muito alto".

Assim como na primeira onda da pandemia, a Suíça não impôs o confinamento, mas fechou restaurantes, estabelecimentos culturais e instalações esportivas e de lazer. No entanto, as escolas permanecem abertas, ao contrário do confinamento da primeira onda.

Essas medidas, decididas em 18 de dezembro, devem durar inicialmente até 22 de janeiro, mas o governo propõe prolongá-las por cinco semanas, até o final de fevereiro, destacando que "desde já, é previsível que o número de casos não diminuirá significativam e sustentavelmente nas próximas semanas".

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