Subprocuradores pedem abertura de inquérito contra diretor-geral da PRF sob suspeita de prevaricação

Subprocuradores-gerais da República responsável por fiscalizar a atividade policial solicitaram a abertura de inquérito policial para investigar suspeita de crimes cometidos pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques na atuação do órgão no domingo de eleição e também em relação ao desbloqueio das rodovias desde a segunda-feira.

No ofício, os membros da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal apontam que há suspeitas de que a PRF desobedeceu ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não realizar operações envolvendo o transporte de eleitores. Por isso, apontam que Vasques pode ter cometido os crimes de prevaricação e desobediência. Dizem ainda que há indícios de que a PRF não tem atuado de forma adequada para desmobilizar as manifestações nas rodovias e liberar o fluxo nas estradas desde ontem.

"As condutas do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, ao descumprir a decisão do TSE e realizar operações policiais que teriam impedido o deslocamento de eleitores, pode caracterizar os crimes previstos nos artigos 319 e 330 do Código Penal. A conduta do diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, ao deixar de orientar as ações da instituição para o exercício de suas atribuições, no sentido de impedir o bloqueio das rodovias federais pode caracterizar o crime do artigo 319 do Código Penal", escreveram os subprocuradores Elizeta de Paiva Ramos, José Adônis, Luiza Frischeisen e Francisco Sanseverino.

O ofício foi enviado ao MPF na primeira instância e distribuído a um procurador, que deverá solicitar abertura de inquérito à Polícia Federal.