Subprocuradores pedem investigação criminal contra Sérgio Reis, cantor e aliado de Bolsonaro

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BRASÍLIA - Um grupo de 29 subprocuradores-gerais da República enviou um pedido de investigação à Procuradoria da República do Distrito Federal contra o cantor Sérgio Reis, aliado do presidente Jair Bolsonaro, por causa da convocação de uma greve de caminhoneiros com o objetivo de obstruir rodovias e pressionar o Congresso Nacional e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com isso, a PR-DF deve abrir uma investigação a respeito do caso. A Polícia Civil do Distrito Federal também abriu um inquérito a respeito desse assunto.

De acordo com a representação, os atos de Sérgio Reis podem caracterizar crimes de "incitação à subversão da ordem política ou social" ou de "incitação ao crime". Além disso, afirmam que o fechamento das rodovias e prejuízo ao funcionamento dos serviços essenciais também podem configurar outros delitos.

Em um áudio que circulou nas redes sociais, o cantor dizia ter convocado uma greve de caminhoneiros com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional para afastar os ministros do STF, o que é inconstitucional.

"Por todo o exposto, diante dos graves acontecimentos que têm marcado a história recente do país, em particular as frequentes ameaças de ruptura institucional e de desrespeito à independência dos Poderes e de seus integrantes, solicitamos a Vossa Excelência a distribuição desta representação a um dos membros oficiantes na área criminal, com vistas à adoção das providências que forem entendidas cabíveis", diz o documento.

Os 29 subprocuradores-gerais da República que assinam a representação representam o último degrau da carreira do Ministério Público Federal. Dentre eles estão os três votados na lista tríplice formada para a indicação do nome ao comando da Procuradoria-Geral da República: Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino. Os integrantes da gestão do procurador-geral Augusto Aras não assinaram o pedido de investigação.

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