Sudão assina acordo com famílias de vítimas de atentado contra navio militar dos EUA

(Arquivo) Colete salva-vidas do destruidor USS Cole em exposição na cidade americana de Nova York

O ministério da Justiça do Sudão anunciou nesta quinta-feira que assinou um acordo com as famílias dos fuzileiros navais americanos mortos no ataque ao navio de guerra "USS Cole" no Iêmen em 2000.

"Como parte dos esforços do governo de transição para que o Sudão seja retirado da lista de países que apoiam o terrorismo, um acordo foi assinado em 7 de fevereiro com as famílias das vítimas do 'USS Cole'", disse o ministério da Justiça em Cartum, sem fornecer detalhes sobre o valor da indenização.

O acordo foi concluído em Washington e as autoridades sudanesas quiseram deixar claro que não são consideradas "responsáveis por este ataque ou qualquer outro ataque terrorista do mesmo tipo e que apenas aceitaram esse acordo para atender às condições estipuladas pelo governo americano para o Sudão ser removido da lista" de países que apoiam o terrorismo.

Em 12 de outubro de 2000, uma embarcação com dois suicidas a bordo colidiu com o navio americano "USS Cole", que estava reabastecendo no porto de Áden.

A explosão causou a morte de 17 fuzileiros navais americanos e dos dois agressores e foi reivindicada pelo grupo jihadista Al-Qaeda.

Posteriormente, a justiça dos EUA questionou o papel desempenhado pelo Sudão, onde os dois terroristas haviam recebido treinamento, e estimou que o país africano tinha sua parcela de responsabilidade nesse ataque, algo que o governo de Cartum nega.

Os Estados Unidos introduziram o Sudão em 1993 em sua lista de países que apoiam grupos extremistas. O fundador da Al-Qaeda, Osama bin Laden, viveu no Sudão entre 1992 e 1996.