Suécia pede à União Europeia para banir mineração de Bitcoin

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Bandeiras da União Europeia em frente ao Edifício Berlaymont (Parlamento europeu) em Bruxelas, Bélgica. (Foto: Getty Images)
Bandeiras da União Europeia em frente ao Edifício Berlaymont (Parlamento europeu) em Bruxelas, Bélgica. (Foto: Getty Images)
  • Suecos acreditam que Bitcoin e outras criptomoedas podem impedir cumprimento do Acordo de Paris;

  • Relatório do governo sueco pediu proibição de mineração de ativos digitais;

  • Relatório diz que criptomoedas emitem até 120 mi de toneladas de CO2 na atmosfera por ano;

Membros do governo da Suécia acreditam que o Bitcoin e outras criptomoedas, somadas ao algoritmo Proof of Work, irão impedir o país e a União Europeia de cumprir o Acordo de Paris sobre Mudança Climática, segundo relatório divulgado no fim de semana. De acordo com o documento, as criptomoedas geram emissões de até 120 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por ano.

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Em um relatório divulgado no fim de semana, o chefe da Autoridade de Conduta Financeira da Suécia, Eric Tedeen, e o chefe da Agência de Proteção Ambiental do governo sueco, Bjorn Reisinger, pediram a União Europeia, da qual a Suécia faz parte, a proibição da mineração de ativos digitais. Segundo os órgãos, "existem aspectos dos cripto-ativos que são problemáticos. Os riscos para o consumidor são significativos e os cripto-ativos são comumente usados ​​para fins criminosos, como lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e pagamentos de ransomware", disseram em comunicado.

O impacto no clima

Sobre o impacto no clima, o comunicado assinado pelo chefe dos dois órgãos completou: "Os cripto-ativos também têm um impacto negativo significativo no clima, pois a mineração leva a grandes emissões de gases de efeito estufa e ameaça a transição climática que precisa acontecer com urgência. Isso é alarmante e os cripto-ativos, portanto, precisam ser regulamentados”. 

De acordo com o relatório, digiconomistas estimaram que os cripto-ativos em seu valor de mercado atual levam à liberação de até 120 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por ano. Foi feita a comparação entre emissões, e o comunicado alega que "as emissões dos dois maiores ativos criptográficos hoje - Bitcoin e Ethereum - são iguais a 100 milhões de voos de ida e volta entre a Suécia e a Tailândia".

Segundo dados levantados pelo site The Crypto Basic, desde abril, na Suécia, o consumo de eletricidade para mineração aumentou centenas de por cento e, em agosto, o número chegou a 1 TWh, indicaram os chefes das duas agências. Por conta disso, o acreditam que o uso de energia renovável para minerar criptomoedas é imprudente.

Thedeen e Reisinger também se referiram no comunicado com dados da University of Cambridge, que mostram que a eletricidade usada para a extração de um bitcoin é suficiente para conduzir um veículo elétrico de médio porte por 1,8 milhão de quilômetros. Além disso, em outra pesquisa, alegaram que o Bitcoin e o Ethereum "usam cerca de duas vezes mais eletricidade em um ano do que toda a Suécia". segundo o comunicado.

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