Sul do Iraque segue paralisado após dia de grande violência

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Manifestantes em Bagdá, em 26 de novembro de 2019

Os protestos continuam nesta quarta-feira (27) no sul do Iraque, com bloqueios de estradas e o fechamento de escolas e inúmeras instituições, no dia seguinte a uma jornada violenta que resultou em pelo menos um morto e vários feridos.

O Iraque, um dos países mais ricos em petróleo do mundo, está mergulhado na pior crise social de sua história recente. Os manifestantes exigem a reforma do sistema político e a renovação total de sua classe dominante, que consideram corrupta e incompetente.

Esse movimento, o primeiro espontâneo em décadas, tem sido marcado pela violência, que deixou mais de 350 mortos desde 1º de outubro.

Depois dos disparos com munição letal que ocorreram pela primeira vez em plena luz do dia em Kerbala e que, segundo os médicos, causaram uma morte, as autoridades que administram os santuários da cidade sagrada xiita anunciaram o fechamento excepcional dos jardins de infância e escolas religiosas.

O fechamento de dois dias também se aplica às mesmas escolas em Najaf, a outra cidade sagrada xiita ao sul de Bagdá, e Al-Hilla, na província da Babilônia (sul).

Esta manhã, grandes colunas de fumaça preta foram observadas acima de Kerbala, visitadas todo os anos por milhões de xiitas de todo o mundo.

Os manifestantes cortaram várias estradas, incluindo a que leva à Babilônia, no sul, constatou um correspondente da AFP.

Em Diwaniya, mais ao sul, onde escolas e administrações também fecharam, os manifestantes montaram piquetes para impedir que as autoridades tentassem reabrir seus escritórios, de acordo com um correspondente da AFP no local.

Em Kut e Najaf, o setor público também permaneceu paralisado. Em Nasiriyah e Basra, regiões petrolíferas do extremo sul, uma manifestação bloqueou a filial local da companhia estatal de petróleo de Nasiriyah, mas sem afetar a produção nessas duas províncias.