Sumiço na Amazônia: Apenas 6 agentes da Força Nacional vigiam o Vale do Javari

Peritos da Polícia Federal são levados ao porto de Atalaia do Norte, município do estado do Amazonas, Brasil, em 14 de junho de 2022. (Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images)
Peritos da Polícia Federal são levados ao porto de Atalaia do Norte, município do estado do Amazonas, Brasil, em 14 de junho de 2022. (Foto: JOAO LAET/AFP via Getty Images)

A Terra Indígena do Vale do Javari, onde desapareceram o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, tem apenas seis agentes da Força Nacional de Segurança para vigiar a área de 85 mil quilômetros quadrados.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o governo federal recebeu ao menos seis pedidos neste ano para reforçar a proteção na região, mas foram rejeitadas todas as solicitações da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari).

O envio dos seis homens para região foi autorizado em dezembro de 2019 pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio) afirmam que eles estão apenas em um dos quatro postos na área do Javari.

Reportagem do jornal também revelou que cartéis de droga de Miami, Medellín e Sinaloa mantêm um Estado paralelo no Alto Solimões na Amazônia. Atalaia é a principal porta de entrada do território indígena do Vale do Javari, e comunidades ribeirinhas sofrem forte influência do tráfico e até o poder público precisa seguir regras impostas pelo crime.

Investigações sobre o desaparecimento de Bruno e Dom indicam que eles podem ter sido vítimas de grupos que atuam com pesca ilegal, uma vez que o brasileiro treinava indígenas para denunciar a atividade criminosa e o jornalista inglês acompanhava o colega para escrever um livro.

Segundo o Estadão, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso, afirmou que “o Senado contribuirá com o enfrentamento necessário para que o crime não prevaleça na região”.

“O Brasil não pode tolerar um Estado paralelo na Amazônia, que pratica crimes como tráfico de armas e de drogas, desmatamentos e garimpos ilegais, além de atentados aos indígenas”, falou ele.

Já o ex-governador do Amazonas, senador Omar Aziz (PSD), disse que a situação é crítica e que não faltaram alertas.

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