Sumido das redes sociais, Bolsonaro 'atualiza currículo' e fala com apoiadores no Linkedin

Há 15 dias sem fazer aparições públicas e recluso desde que perdeu as eleições, o presidente Jair Bolsonaro também mudou seu comportamento nas redes sociais. Antes, ele era um usuário ativo no Instagram e no Twitter, mas agora, o queridinho do presidente passou a ser o Linkedin, uma plataforma voltada para negócios e para quem procura emprego.

O perfil de Bolsonaro no Twitter ficou mais de uma semana sem ser atualizado. Enquanto isso, as publicações no Linkedin oficial do presidente eram — e continuam sendo — diárias. Por lá, ele tem mais de 347 mil seguidores, um número alto para usuários da plataforma, mas baixo para o que Bolsonaro acumula em outras redes.

Na última semana, Jair usou suas contas no Instagram e no Twitter para divulgar o link para o seu perfil no Linkedin.

Por ser uma plataforma mais profissional, a linguagem usada pelo presidente na rede também é diferente da que ele costuma usar em outros espaços. Seguindo o padrão de postagens dos usuários do site, o perfil de Bolsonaro fala sobre obras, projetos e programas realizados durante seu governo, sendo uma espécie de porftólio presidencial.

Além de mostrar na rede que tem experiência como Presidente da República e como político, Bolsonaro adicionou "estratégia", "resolução de problemas" e "governo" em sua competências.

Já as curtidas no Linkedin, que também aparecem no perfil de Bolsonaro, têm mais relação com o discurso do presidente. Publicações de Carlos Bolsonaro fazendo piadas com fotos de Alckmin e Haddad e postagens sobre censura e Venezuela estão entre os likes do chefe do Executivo.

A migração de Bolsonaro para outra rede social levantou questionamentos. Entre eles, a hipótese de que o presidente estaria evitando aparecer no Twitter, no Instagram e no Facebook, para não ter sua conta suspensa, como aconteceu com a deputada Carla Zambelli, com o deputado Nikolas Ferreira, com o pastor André Valadão e com o cantor Latino.