Sunitas celebram morte de xiitas na Síria

(Fevereiro) Rebeldes sírios em Aleppo

Rebeldes islamitas sunitas celebraram a morte de cerca de 60 xiitas, em sua maioria combatentes do regime, e incendiaram suas casas no leste da Síria, segundo imagens de dois vídeos divulgados nesta sexta-feira pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"A brigada al-Sadeq al-Amine se prepara para atacar casas de xiitas partidários do regime de Assad na cidade de Hatlah", afirma o homem que grava as imagens em um primeiro vídeo.

Uma dezena de homens armados aparecem no corredor de uma casa, com ao menos um cadáver desfigurado e ensanguentado.

"Vejam xiitas, vejam seu fim, cães", grita um deles.

"Sunitas, ajudem sua comunidade", clama um outro em frente à câmera.

Um segundo vídeo mostra outros dez homens armados, nos arredores do vilarejo de onde sai uma espessa fumaça escura.

"Deus é grande. Todas as casas de xiitas foram incendiadas (...) vejam os combatentes da jihad (guerra santa) celebrando a entrada nas casas dos xiitas infiéis", diz o homem que filma a cena.

A Síria é um país de maioria sunita, mas governado há mais de 40 anos pelo clã Assad, que pertence à minoria alauita, um ramo do xiismo.

O apoio dado pelo Hezbollah xiita libanês ao regime sírio, principalmente na região de Qousseir (centro-oeste), exacerbou o conflito entre sunitas e xiitas na Síria e também no Líbano.

O Exército de Assad, após sua vitória em Qousseir, continua a avançar em um bairro da cidade vizinha de Homs com o objetivo de retomá-la completamente, indicou o OSDH.

"As forças do regime tomaram o controle de extensas áreas de Wadi Sayeh em Homs, avançando lentamente neste bairro que bombardeiam e onde são registrados violentos combates", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, à AFP.

As tropas governamentais já estavam presentes em Wadi Sayeh, mas eram impedidas de avançar pelos atiradores emboscados rebeldes.

O controle de Wadi Sayeh facilitará a retomada pelo Exército do bairro de Khaldiyé e da velha Homs, sitiada há mais de um ano.

Segundo Abdel Rahmane, o Exército "tenta tomar o controle de toda a cidade de Homs", batizada pela oposição de "a capital da revolução".

"O Exército tomou Wadi Sayeh em Homs, e vilarejos em Hama", indicou por sua vez o jornal al-Watan, próximo ao poder, "a fim de restabelecer a segurança e salvar o país dos grupos terroristas", termo pelo qual o regime designa os rebeldes.

O avanço do Exército em Homs, acontece após a retomada em 5 de junho da cidade estratégica de Qousseir, reduto rebelde por mais de um ano.

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