Super Crown: Rayssa Leal torce por dobradinha com Pâmela Rosa e rechaça pressão por título: 'Estou tranquila'

Os ingressos para o Super Crown Championship, a final da Liga Mundial de Skate Street, estão esgotados. E os olhares das arquibancadas estarão voltados principalmente para duas atletas: as brasileiras Rayssa Leal e Pâmela Rosa. Elas têm liderado a temporada feminina e são as grandes favoritas ao título. Tanto que a Fadinha, vencedora das três etapas da SLS até aqui, torce por uma dobradinha no pódio com a compatriota.

— A arena vai estar lotada. Vamos ter muito apoio, muita torcida. Pâmela sempre me disse que, na pista, sou eu e meu skate. Se não me engano, nós fizemos várias dobradinhas em 2020, 2021. Espero repetir agora no Super Crown — conta Rayssa, que rechaça a pressão pela conquista do título mundial.

— Não tem pressão. Estou tranquila. Estou fazendo o que eu amo. Estou com meus amigos, evoluindo... Os resultados são do que eu ando fazendo, de como ando treinando. Mas a felicidade mesmo é que todos [os resultados] foram muito bons desde a Olimpíada. Espero que seja igual no Rio — completou a Fadinha, após brincar dizendo que "foi aprovada no colégio".

Atual campeã mundial, Pâmela Rosa já está garantida na decisão de domingo assim como Rayssa Leal devido a pontuação conquistada ao longo da temporada. Na coletiva, ela falou sobre a expectativa para conquistar o tri no Rio de Janeiro.

— Estou bem tranquila. Graças a Deus já participei de quatro Super Crowns. Estamos no nosso país e vai ser incrível. Estou bem feliz de estar aqui — disse Pâmela, antes de comentar sobre a pista. — Todos os obstáculos estão bem difíceis. Conseguimos enxergar ontem, mas o mais difícil é esse corrimão, que parece meio novo para a gente. A pista está bem completa, tem obstáculos pequenos e grandes.

Favorito entre os homens, o português Gustavo Ribeiro foi enfático ao dizer sobre a sua importância para o skate de seu país. Também foi forte na declaração ao falar sobre seu desejo de abrir portas para as crianças lusitanas e quer retirar o estigma de "esporte de criminoso" do skate.

— Sou o primeiro português [no Super Crown] e espero poder abrir portas. Quero abrir portas para as crianças portuguesas, principalmente. Quero mostrar que o skate não é um esporte de criminosos. Nós merecemos as mesmas oportunidades que os outros esportes merecem.

Como vão funcionar as semifinais?

O Super Crown Championship, a etapa final da Liga Mundial de Skate Street, começará neste sábado com duas skatistas tendo poucos motivos para se preocupar. Pâmela Rosa e Rayssa Leal já estão antecipadamente na decisão devido as suas pontuações na temporada e jogam a responsabilidade para as suas compatriotas. Neste sábado, na Arena Carioca 1, Gabriela Mazetto, Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo, entre outros, terão que lutar pelas quatro vagas restantes em suas categorias se quiserem buscar o título mundial.

Esse afunilamento é proposital. Rayssa e Pâmela ficaram em 1º e 2º lugar na pontuação geral da SLS, que contabilizou as três etapas anteriores, ao lado das japonesas Yumeka Oda e Momiji Nishiya, e já estão na decisão. No masculino, as vagas ficaram com o português Gustavo Ribeiro, o francês Vincent Milou, o norte-americano Chris Joslin e o japonês Yuto Horigome. Ou seja, diferentemente das etapas anteriores onde as semifinais classificavam oito atletas, apenas quatro irão para a final.

A principal disputa será na categoria masculina, onde dois brasileiros são cotados para disputar o título mundial: Kelvin Hoefler, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, e Felipe Gustavo, que também esteve na Olimpíada. Campeão mundial em 2015, Kelvin não teve bons resultados nas duas primeiras etapas, mas ficou em quarto lugar em Las Vegas, a última antes do Super Crown. Ou seja, chega em alta para o Rio de Janeiro.

Se Kelvin foi a uma final, Felipe Gustavo conseguiu duas. Na primeira etapa, em Jacksonville, ficou em oitavo lugar. Já na terceira, em Las Vegas, ficou em sétimo. Os dois brasileiros foram os únicos a conseguirem classificação para as decisões da SLS nesta temporada. Lucas Rabelo, atual vice-campeão mundial, não está disputado o Super Crown devido a uma lesão. Luan Oliveira, Filipe Mota e Carlos Ribeiro são outros brasileiros que buscam estar na decisão na categoria masculina.

No feminino, a esperança para ter um trio de brasileiros na final é de Gabi Mazetto. Em outubro, a brasileira foi medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos e, nesta temporada, alcançou duas finais. Em Jacksonville, na primeira etapa, ficou em sétimo lugar, mesma colocação que ocupou em Las Vegas, na terceira etapa.

Marina Gabriela é outra brasileira que disputará a etapa entre as mulheres. Existem dúvida sobre a participação de Letícia Bufoni, que foi campeã mundial em 2015, mas que não disputou nenhuma etapa da SLS até o momento. Nas redes sociais, a skatista avisou que estará no Rio de Janeiro durante o Super Crown, mas não garantiu que irá competir. A última vez que Bufoni disputou uma final de etapa da SLS foi em 2019, quando ficou em sexto lugar em Los Angeles.