Supera Rio: governo define quem terá prioridade no pagamento do benefício; confira

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O governo do estado divulgou ontem as regras para o pagamento do Supera Rio, auxílio emergencial que será concedido pelo governo do estado. Quem está na extrema pobreza, e inscrito no CadÚnico, terá prioridade no pagamento, sem necessidade de inscrição. Já os trabalhadores que perderam seus empregos na pandemia, com renda anterior de até R$ 1501, e autônomos e empreendedores vão precisar se cadastrar em uma plataforma que ainda está sendo criada pelo governo. A previsão é que o governo comece a pagar o auxílio em abril.

As condições para o recebimento do benefício constam do Decreto 74.544, publicado no Diário Oficial do Estado. O pagamento será de R$ 200 por mês até 31 de dezembro de 2021 ou enquanto perdurar o período da pandemia do novo coronavírus. Ao valor do benefício, serão acrescidos R$ 50 por filho menor, limitado a dois dependentes, totalizando no máximo R$ 300.

Para as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, a concessão do benefício será de forma automática, após o aviso pelo governo. Terão prioridade as famílias incluídas no conceito de pobreza e extrema pobreza, cadastradas no CadÚnico, com filhos menores de 18 anos, pessoas com deficiência e idosos e que não sejam beneficiárias do Bolsa Família ou outro benefício concedido pelo governo federal.

Em seguida, receberão o benefício famílias na linha de pobreza e extrema pobreza sem filhos menores, idosos ou deficientes na família. Esse grupo vai receber a primeira parcela do benefício ainda em abril.

Renda

O governo definiu que o próximo grupo a ter direito será os de desempregados com renda anterior de até R$ 1.501 e, por fim, os trabalhadores autônomos e os empreendedores.

O governo vai considerar como renda familiar a soma dos rendimentos brutos de todos os moradores em um mesmo domicílio. Não serão considerados no cálculo rendimentos decorrentes programas de transferência de renda federal.

A empregada doméstica desempregada Josilene Maria de Lira, 36, mãe de três filhos — de 20, 8 e 6 — está sem auxílio emergencial. Vez ou outra, a pernambucana, que mora no Rio há 14 anos, consegue fazer uma faxina.

— Pior coisa é passar necessidade. A fome não espera — , lembra.