Superintendente do Ministério da Saúde no RJ acusado de contratos irregulares é demitido

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Funcionários limpam fachada do prédio do Ministério da Saúde

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O superintendente estadual do Ministério de Saúde do Rio de Janeiro, George Divério, foi demitido nesta quarta-feira, depois de ser apontado como responsável por supostos contratos irregulares de reformas em prédios antigos da pasta no Estado.

A demissão foi publicada no Diário Oficial da União, sem apresentar uma causa.

Coronel da reserva do Exército, Divério fora nomeado pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para chefiar a superintendência da pasta no RJ em junho de 2020.

De acordo com reportagem da TV Globo, Divério autorizou em novembro do ano passado a contratação sem licitação para duas obras de reformas, uma na sede do ministério na capital fluminense e outra em galpões na zona norte da cidade, que somam 28,8 milhões de reais.

O superintendente usou a legislação emergencial que permitia gastos sem licitação na área de saúde por conta da pandemia de Covid-19 para autorizar a contratação, apesar das reformas não poderem ser incluídas como gastos emergenciais, de acordo com a emissora.

A Advocacia-Geral da União (AGU) vetou as reformas sem licitação e os contratos foram suspensos.

De acordo com a TV Globo, as empresas já haviam trabalhado com Vidério quando ele atuava na Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). Mesmo depois do alerta da AGU, a pasta concluiu que não havia necessidade de apurar irregularidades, já que os contratos haviam sido cancelados, com o que o órgão discordou.

A apuração foi repassada à Controladoria-Geral da União no Rio de Janeiro e ao Tribunal de Contas da União.

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