Superliga: Florentino Pérez apela para prejuízo bilionário dos clubes

O Globo
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Presidente do Real Madrid e principal figura na tentativa de criar uma Superliga europeia, Florentino Pérez ainda não aceitou bem que a proposta do novo torneio não irá andar para frente.

— A sociedade existe e os parceiros que compõem a Superliga também. O que temos feito foi dar a nós mesmos algumas semanas para refletir sobre a virulência com que algumas pessoas que não querem perder seus privilégios manipularam o projeto — disse Pérez ao jornal espanhol As

No começo da semana, Pérez havia declarado que, oficialmente, nenhum dos 12 clubes fundadores abandonou o projeto, porque, para isso, seria necessário pagar uma multa rescisória. Dessa vez, disse que a Superliga se resume a uma tentativa de salvar a saúde financeira do esporte.

— Vamos aos dados: o relatório da consultoria KPMG, apenas nos três meses de pandemia que afetou a última temporada, apontou perdas dos doze clubes da Superliga por 650 milhões de euros (R$ 4,3 bilhões). Este ano, com a temporada cheia de pandemia, as perdas ficarão entre 2 e 2,5 bilhões de euros (respectivamente, R$ 13,2 e R$ 16,56 bilhões). O Bordeaux acaba de falir. Ou fazemos algo em breve ou muitos clubes fecharão as portas — alegou o presidente do Real.

— A realidade é que se houver jogos mais interessantes e competitivos, mais dinheiro irá para o futebol. E isso será para todos, não apenas para alguns, porque as ligas nacionais vão valer muito mais. E também temos importantes valores de solidariedade, que é um pilar muito importante do projeto.

Poucos dias após o anuncio da Superliga, Chelsea, Manchester City, Manchester United, Arsenal, Liverpool e Tottenham abandonaram o projeto depois da pressão das torcidas, do governo local e da imprensa. Principal entidade do esporte, a Fifa também se posicionou sem rodeios sobre a tentativa de criação do torneio, manifestando desagrado e apoio total à Uefa.

— Deixem-me ser claro. A Fifa está construída sobre os valores do esporte e está claramente contra esta Superliga, só podemos a condenar. Não há dúvida da desaprovação da Fifa. A Fifa está aqui e estou aqui hoje como presidente da Fifa para dar todo o apoio ao futebol europeu, à Uefa, às 55 federações membros da Uefa e da Fifa, às ligas, clubes, jogadores e fãs — declarou o presidente Gianni Infantino.