SuperVia investiga se 'Trem do Funk da Antiga' provocou aglomeração no Rio

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O vídeo que circula na internet mostra uma multidão aglomerada num vagão da SuperVia, concessionária de trens do Rio. Todos sem máscara, alguns com cerveja na mão. Cantam um clássico do funk carioca, o "Rap do Festival": "Massa funkeira, não me leve a mal/ Vem com paz e amor curtir o festival/ O festival daqui é muito bom/ O festival é um jogo de emoção". A SuperVia diz, por meio de nota, que vai investigar se a festa clandestina que desrespeita as normas sanitárias para conter pandemia aconteceu em um de seus veículos. Um flyer virtual divulgou o festejo "Trem do Funk da Antiga", que supostamente aconteceu nesta sexta (19), num trem marcado para sair da Central do Brasil às 20h15, quando ainda há muitos trabalhadores voltando para casa. Cenas de aglomeração pipocaram nas redes sociais. A festa teria coincidido com o dia em que o Brasil registrou 2.815 mortes pela pandemia. O mais recente boletim da capital fluminense, de onde teria partido o trem festeiro, contabiliza 19,6 mil vítimas. A ocupação de leitos de UTI na cidade beira os 100%. A SuperVia diz que "repudia o comportamento registrado no vídeo", que mostra práticas proibidas inclusive antes da pandemia, como gente bebendo e fumando dentro dos vagões. "A concessionária vai apurar o episódio e adotar as medidas jurídicas cabíveis, comunicando as autoridades competentes para investigação e punição dos responsáveis." Seguranças que estavam de serviço na Central do Brasil, segundo a companhia, "não observaram qualquer comportamento atípico durante a partida dos trens, e por isso a polícia não foi acionada". A empresa privada joga para o poder público a responsabilidade de fiscalizar o uso de máscaras e diz seus agentes de segurança "não têm poder de polícia e, em casos como este, eles acionam os órgãos competentes para as providências necessárias". A Secretaria Municipal de Ordem Pública diz, por meio de sua assessoria de imprensa, que o controle de acesso a estações e vagões é atribuição da Supervia.