Suposto esquema de rachadinha no gabinete de Alcolumbre movimentou R$2 milhões

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O senador Davi Alcolumbre (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O senador Davi Alcolumbre (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Um esquema de rachadinha foi montado no gabinete de Alcolumbre, segundo a revista Veja

  • O total movimentado teria chegado a R$2 milhões

  • A publicação revelou que seis mulheres foram contratadas como funcionárias fantasmas

Um esquema de rachadinha foi montado no gabinete do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) e teria movimentado R$2 milhões, de acordo com reportagem da revista Veja.

A publicação revelou que seis mulheres foram contratadas como funcionárias fantasmas e devolveram boa parte dos salários que recebiam.

Uma das mulheres que teria participado do esquema afirmou que seu vencimento era de R$14 mil e ela ficava com R$1.350.

A devolução dos salários começou em 2016 e terminou em março deste ano.

A revista publicou o relato das mulheres, que vivem no entorno de Brasília, e também suas imagens.

Em nota divulgada à imprensa, o senador afirmou que está "sofrendo uma campanha difamatória sem precedentes".

Alcolumbre é presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e é responsável por marcar a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga no Supremo Tribunal Federal.

A indicação ocorreu há mais de três meses e, até hoje, o audiência na CCJ não foi marcada.

Leia a nota completa:

"Venho sofrendo uma campanha difamatória sem precedentes. Há algumas semanas soltei nota à imprensa informando que não aceitaria ser ameaçado, intimidado e tampouco chantageado. Pois bem, além de repetir firmemente o mesmo posicionamento, acrescento que tenho recebido todo tipo de "aviso", enviado por pessoas desconhecidas, que dizem ter informações sobre uma orquestração de denúncias mentirosas contra mim.

Primeiro, fui acusado de ser um intolerante religioso (um judeu contra um evangélico), depois um áudio, de quase 10 anos atrás, foi divulgado em uma narrativa venenosa e maldosa de algo que nunca aconteceu.

Na sequência, uma operação da Polícia Federal, iniciada em 2020 e com desdobramentos somente agora, em vários estados, onde apenas um nome foi citado e amplamente divulgado: o meu. Operação na qual não sou investigado.

Agora, novamente, sou surpreendido com uma denúncia que aponta supostas contratações de funcionários fantasmas e até mesmo o repudiável confisco de salários.

Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, que somente tomei conhecimento agora, por ocasião dessa reportagem.

Tomarei as providências necessárias para que as autoridades competentes investiguem os fatos.

Continuarei exercendo meu mandato sem temor e sem me curvar a ameaças, intimidações, chantagens ou tentativas espúrias de associar meu nome a qualquer irregularidade.

É nítido e evidente que se trata de uma orquestração por uma questão política e institucional da CCJ e do Senado Federal.

Davi Alcolumbre

Senador da República"

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