Suposto mandante de chacina na fronteira é encontrado em cela de luxo em presídio paraguaio

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SÃO PAULO - Em operação na manhã desta quinta-feira, a Polícia Nacional do Paraguai encontrou uma cela VIP na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Nela, cumpria pena o traficante Faustino Román Aguayo Cabañas, de 44 anos, apontado pelas autoridades locais como o mandante da chacina ocorrida no último sábado na cidade. Ele estava acompanhado da jovem Mirna Keldryn Romero Lesme, 22, supostamente sua namorada.

Segundo o jornal ABC Color, os investigadores agora trabalham com a hipótese de crime passional para a chacina. Mirna, de acordo com a publicação, seria ex-namorada de uma das vítimas assassinadas pelos criminosos, Osmar Vicente Álvarez Grande, de 32 anos, mais conhecido como Bebeto. Inicialmente, a suspeita da polícia paraguaia era de um acerto de contas entre traficantes, uma vez que Bebeto tinha uma dívida com Cabañas.

Cabañas e Mirna estavam em um cela com televisão, armários embutidos, cama box e três telefones celulares. O flagrante ocorreu durante operação da Polícia Nacional em busca de pistas sobre o assassinato de quatro pessoas, três delas brasileiras, na madrugada de sábado (9). Na ocasião, os jovens foram executados na saída de uma casa noturna em Pedro Juan Caballero. Entre as vítimas, estava Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha de Ronald Acevedo, um governador paraguaio. Além da jovem e de Bebeto, outras duas brasileiras foram mortas.

Mirna, encontrada na cela com o traficantes nesta manhã, é filha do advogado Óscar Romero, prefeito interino de Pedro Juan Caballero. Romero está substituindo José Carlos Acevedo, que se licenciou para disputar a eleição de domingo e é tio de Haylee Carolina, assassinada no sábado. Mirna e Haylee eram amigas. Os novos fatos mudam a linha de ivestigação, que apontava Haylee como vítima colateral do atentado.

Cabañas está preso desde maio deste ano, acusado de tráfico de drogas. Ele foi alvo de operações da Secretaria Nacional Antidrogas em 2019, apontado como dono de quase três toneladas de maconha. Cabañas se entregou neste ano e foi levado à Penitenciária de Pedro Juan Caballero.

Morte de policiais

Em meio à onda de assassinatos na fronteira, dois policiais foram mortos na divisa do Brasil com o Paraguai num intervalo de menos de 24 horas. O policial paraguaio Hugo Ronaldo Acosta, de 32 anos, foi morto com 36 tiros de pistola calibre 9mm, na noite de terça-feira (13), em Pedro Juan Caballero. Ele estava num carro Voyage quando foi interceptado por bandidos que estavam numa caminhonete, informou a imprensa local.

Outro policial paraguaio, esse suspeito de ligação com um traficante que atuava na fronteira com o Brasil, foi assassinado na mesma terça-feira. O subchefe Pastor Miltos Duarte estava em sua casa no município de Karapaí, a cerca de 160 km de Ponta Porã, quando foi atingido por tiros no tórax.

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