'Supremacistas' brancos detidos pelo FBI por violência em Charlottesville

Três integrantes de um grupo de "supremacistas" brancos da Califórnia foram detidos pelo FBI por suposta incitação à violência em protestos da extrema direita.
Três integrantes de um grupo de "supremacistas" brancos da Califórnia foram detidos pelo FBI por suposta incitação à violência em protestos da extrema direita.

Três integrantes de um grupo de "supremacistas" brancos da Califórnia foram detidos pelo FBI por suposta incitação à violência em protestos da extrema direita, incluindo a letal marcha em Charlottesville, Virgínia, no ano passado.

Robert Rundo, cofundador e líder do Movimento Rise Above (RAM), foi detido no Aeroporto Internacional de Los Angeles, enquanto Robert Boman e Tyler Laube estavam presos desde a manhã desta quarta-feira, segundo o FBI.

Um quarto suspeito, Aaron Eason, é procurado pelas autoridades.

"Ao longo de 2017, os acusados e outros membros do RAM participaram de manifestações políticas, incluindo em Huntington Beach, Califórnia, em 25 de março de 2017; Berkeley, Califórnia, em 15 de abril de 2017; San Bernardino, Califórnia, em 20 de junho de 2017; e Charlottesville, Virgínia, em 11 e 12 de agosto de 2017".

"Os membros do RAM atacaram violentamente e agrediram contramanifestantes em cada um destes eventos".

Segundo o Los Angeles Times, Rundo já foi condenado por esfaquear um membro de um grupo adversário e em uma revista na sua casa foi encontrado um retrato de Adolf Hitler.

Outros quatro membros do mesmo grupo foram detidos sob acusações similares no início do mês, após serem identificados em fotos e vídeos na marcha "Unite the Right" (Unir a direita) de agosto de 2017 em Charlottesville.

A manifestação provocou a morte de uma mulher e deixou 19 feridos após um simpatizante neonazista atropelar uma multidão de contramanifestantes.

O presidente Donald Trump demorou 48 horas para reagir e culpar as "duas partes", apesar da clara evidência de que os neonazistas foram a principal fonte da violência.