Projeto Água + Acesso leva soluções tecnológicas a comunidades rurais

São Paulo, 22 mar (EFE).- Mais de 4 mil pessoas se beneficiaram no último ano do programa Água + Acesso, que leva soluções tecnológicas às comunidades rurais do Brasil para melhorar o acesso à água potável.

Lançado há um ano, por dele foi possível implantar em um ano sete soluções inovadoras em 15 comunidades de Ceará, Amazonas e Pará, conforme explicou à Agência Efe Daniela Redondo, diretora do Instituto Coca-Cola Brasil, instituição que promove a iniciativa. Além da implementação de tecnologia "acessível" e de "baixo custo", o projeto visa a "autogestão" a fim de criar "independência" e permitir a sua viabilidade no longo prazo.

Para isso, a o programa busca "parceiros locais", como ONGs, em cada uma das regiões de atuação, para conseguir a "organização comunitária" e garantir o seu funcionamento, de acordo com Rodrigo Brito, gerente de acesso à água do Instituto Coca-Cola Brasil.

O projeto, segundo a Coca-Cola, tem como premissa criar modelos possíveis de ser replicado e ampliado por todos os setores da economia, incluindo o poder público. Para alcançar o objetivo, a Coca-Cola Brasil tem o compromisso de investir R$ 25 milhões até 2020 para contribuir com o acesso à água em comunidades de baixa renda, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Com o aumento do investimento, o programa será ampliado para mais de 100 comunidades de oito estados, que beneficiarão diariamente 50 mil pessoas num país onde 35 milhões não têm acesso a água tratada.

"Desses 35 milhões, 20 milhões são de população rural em comunidades remotas", disse Redondo.

Os principais desafios são o tratamento de água salgada, o acesso à energia para bombear a água em comunidades isoladas e a implementação de soluções de saneamento unifamiliar. Os problemas, no entanto, variam dependendo da comunidade, segundo a diretora do Instituto Coca-Cola Brasil.

O Água + Acesso é integrado por algumas das principais organizações que lutam pelo acesso à água no Brasil, bem como por fundações, empresas e entidades diversas que buscam ampliar o impacto e o acesso deste recurso.

"Não se consegue entregar uma solução sustentada para um problema complexo se não for através de uma associação", destacou Redondo.

Segundo o gerente do Instituto Coca-Cola, o projeto se baseia em quatro pilares fundamentais: integração, inovação, impulso do seu impacto e o trabalho de influência.

"Neste ano aprendemos muito", comentou Brito.

O acesso à água é um dos temas abordados no Fórum Mundial da Água, uma reunião em Brasília com delegações de 150 países e que terminou hoje com a adoção de cinco documentos a favor da preservação desse recurso.

"A água é estratégica para a Coca-Cola e é estratégica para a sociedade pela falta de disponibilidade identificada nos últimos anos", defendeu Redondo.

A executiva explicou que a companhia melhorou a eficiência das fábricas para reduzir o consumo de água e trabalha para aumentar a disponibilidade do recurso.

"Conseguimos repor a água através do reflorestamento. Hoje, conseguimos devolver ao meio ambiente duas vezes mais do que gastamos", afirmou. EFE