Surfistas e cientistas unem esforços para a reflorestação de algas

Surf e a ciência deram as mãos na Prainha de São Pedro, na localidade portuguesa de Peniche. O ReGeneration Surf é um projeto pioneiro, ainda em fase experimental, cujo objetivo passa pela recuperação das florestas de algas. Tudo começou há dois meses num laboratório do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente do Instituto Politécnico de Leiria (MARE).

Natalie Fox, coordenadora do projeto, explica em que consiste: "Hoje foi o dia da implantação, o resultado de um processo que implicou semear plantas de kelp em laboratório e deixar essas sementes crescer na gravilha. Agora chegou o momento de pegar na gravilha e colocá-la no mar."

Habitualmente pouco populares entre os banhistas, a verdade é que as algas são uma planta crucial para o ecossistema. João Franco, cientista do MARE, lembra que "servem de habitat, de alimento, contribui para a produção de oxigénio, de oxigenação das águas, são super importantes na absorção de dióxido de carbono, filtram a água de nutrientes... temos aqui uma panóplia de bens que estas florestas nos trazem."

Os surfistas que aderiram ao projeto, apoiado pela Liga Mundial de Surf, não se deixaram amedrontar pelo tempo cinzento nem pelo mar agitado e fizeram-se à água para a versão marítima de plantar uma árvore. Contrariamente à lenda, as maiores responsáveis pelo oxigénio que respiramos são as plantas marinhas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos