Surto de dengue é o pior em 10 anos em 5 estados e no DF

Mosquito Aedes aegypti é o vetor da vírus da dengue. (Foto: Getty Creative)
Mosquito Aedes aegypti é o vetor da vírus da dengue. (Foto: Getty Creative)

A dengue voltou com força no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Nesses locais, o número de casos do primeiro quadrimestre já é maior do que em todo o ano de 2021.

Os estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul que não tinham problemas com a dengue registraram um surto recorde da doença, o que evidencia que o mosquito tem avançado pelo país.

Em Santa Catarina, por exemplo, já foram notificados 56 mil casos da doença nos primeiros quatro meses deste ano, enquanto que no mesmo período de 2016 foram 4.800.

Desde 2019, o Rio Grande do Sul vem registrando um aumento paulatino da doença. Este ano já foram 41,4 mil casos.

De acordo com a Secretaria de Saúde de SC o aumento da prevalência do mosquito na cidade decorre das mudanças climáticas. Antes, o frio impedia a reprodução do mosquito no estado, mas agora o clima o favorece.

O governo do Tocantins, que também teve número recorde, alega que os profissionais de saúde estão focados na Covid-19, o que vem atrasando o diagnóstico da dengue. Além disso, a equipe de controle de vetor também foi reduzida em razão das ações de combate à pandemia.

O método mais eficaz para o controle da dengue ainda é impedir que o mosquito deposite seus ovos em água parada e assim se reproduza. A aplicação de larvicida também se mostra eficaz para acabar com o Aedes.

Pesquisa promissora

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde) afirma ter obtido ótimos resultados no uso da bactéria Wolbachia para combater o Aedes. A bactéria, que é estranha ao organismo do mosquito, é utilizada de forma a impedir a transmissão do vírus.

Por enquanto, a entidade vem dispersando o mosquito modificado apenas em algumas localidades. Em experimento feito em 2014 em bairros de Niterói, a Fiocruz constatou uma redução de 70% no número de casos.

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