Surto de gripe: prefeitura do Rio abrirá polos de atendimento

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RIO — A prefeitura do Rio abrirá nos próximos dias cinco polos de atendimento a pacientes com sintomas de gripe. Nos últimos dias as emergências da rede pública de saúde do Rio lotaram com pessoas com sintomas gripais, que podem ser confundidos com os da Covid-19. O primeiro centro será aberto nesta quarta-feira na Vila Olímpica do Alemão e há a estimativa de atender 500 pacientes por dia.

Os polos atenderão pessoas com sintomas como febre, calafrio, tosse, coriza, dor de garganta, dor de cabeça, alteração no olfato e/ou paladar, e realizarão também testagem para covid-19, conforme indicação médica.

— Aumentamos os plantões em nossas unidades e também montaremos polos. Ao longo dos próximos dias vamos abrir cinco na cidade para facilitar a testagem — disse o secretário municipal Daniel Soranz em uma transmissão ao vivo com o prefeito Eduardo Paes nesta terça-feira.

O GLOBO apurou que outros bairros que devem receber os centros são a Barra da Tijuca, Méier e Madureira.

Estado abre tendas nas UPAs

Para enfrentar o surto de Influenza que se alastra pelo Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde montou tendas de atendimento a pacientes com síndrome gripal. A primeira unidade a contar com a uma tenda foi a UPA Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Além da parte de triagem, ela tem dois consultórios médicos para atendimento exclusivo a casos de gripe.

— Esse formato já foi utilizado com sucesso pela secretaria durante o surto de H1N1, em 2009, e nas epidemias de dengue, zika e chikungunya. Ele permite agilizar o atendimento desses pacientes e fazer uma triagem dos casos leves, que são a maioria, para que possamos dar maior atenção a casos mais graves. Acreditamos que esse processo vai diminuir o tempo de atendimento e as filas de espera nas UPAs — diz o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

As estruturas, fechadas e climatizadas, são o primeiro espaço onde os pacientes recebem acolhimento. Após a triagem, as pessoas seão encaminhadas para consultórios médicos dentro das próprias tendas ou nas UPAs.

Os hospitais de campanha pertencem há mais de dez anos à Secretaria de Estado de Saúde (SES) e por isso não vão gerar custos extras, diz a pasta. A intenção é que elas permaneçam mobilizadas ao longo de todo o mês de dezembro, mas o cronograma poderá ser alterado em caso de melhora ou piora do surto de gripe.

Além das tendas, a SES informa que mantém 11 equipes próprias e da Fundação Saúde em rondas diárias por todas as UPAS e emergências hospitalares, a fim de minimizar os impactos do surto de Influenza e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

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