Suspeito de ataque com arco e flecha na Noruega é transferido para serviço de saúde

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Policiais em Kongsberg, na Noruega, após ataque com arco e flecha que matou e feriu várias pessoas

Por Victoria Klesty

KONGSBERG, Noruega (Reuters) - Um homem suspeito de ter matado cinco pessoas com arco e flecha e outras armas na Noruega estava sob os cuidados de profissionais de saúde nesta sexta-feira, informou a polícia.

Investigadores identificaram o suspeito como Espen Andersen Braathen, cidadão dinamarquês de 37 anos que passou a maior parte da vida em Kongsberg, onde o ataque ocorreu na quarta-feira.

Ele admitiu ter assassinado as vítimas, segundo investigadores.

Braathen foi "transferido para os cuidados dos serviços de saúde depois de uma avaliação de sua situação de saúde", disse a polícia, sem entrar em detalhes a respeito de seu estado.

Mais tarde nesta sexta-feira, um tribunal determinou que ele pode ser mantido em detenção pré-julgamento durante até quatro semanas.

Braathen é um convertido ao Islã que mostrou sinais de radicalização, de acordo com a polícia. Ele também tem um histórico de "entrar e sair" de instituições de saúde, acrescentou a corporação, sem entrar em detalhes.

Ele será submetido a uma avaliação psiquiátrica completa, disse seu advogado, Fredrik Neumann, na quinta-feira.

A polícia disse que o ataque ocorreu em uma "área ampla" de Kongsberg, cidade e município situado cerca de 70 quilômetros a oeste da capital Oslo.

Quatro mulheres e um homem de idades entre 50 e 70 anos foram mortos no que a polícia disse parecer ter sido um "ato de terrorismo" aleatório. Três outras pessoas, incluindo um policial de folga, ficaram feridas.

Um estudante contou à Reuters como ele e seus amigos se trancaram no quarto dele enquanto o agressor tentava entrar em sua casa.

A polícia disse que Braathen está cooperando com a investigação. Um eventual julgamento demorará meses.

O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, que venceu as eleições no mês passado e tomou posse na quinta-feira, visitará Kongsberg nesta sexta-feira com a ministra da Justiça, Emilie Enger Mehl.

O número de mortos foi o pior de qualquer ataque na Noruega desde 2011, quando o extremista de direita Anders Behring Breivik matou 77 pessoas, a maioria adolescentes em um acampamento para jovens.

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